26 de abril de 2007
posted by teorias at 16:55
Não... não me refiro à Queima das Fitas... essa festa que é tão cara aos estudantes e que na Academia do Porto se inicia no final da próxima semana! Refiro-me antes àquelas pessoas com as quais trabalhamos, que têm uma formação diferente da nossa, com as quais nos dizem que podemos aprender muitas coisas (e com algumas até aprendemos), que, na maior parte das vezes, são extremamente simpáticas connosco mas, sempre que podem, não perdem uma oportunidade de nos “queimar” e de pôr o nosso trabalho em causa! Acho fantástico que alguém que não percebe nada sobre determinada profissão seja capaz de opinar melhores formas de acção ou de sugerir formas de optimização de funções. Mas deixem-me ver... já imaginaram o que seria se numa oficina automóvel, um administrativo sugerisse ao mecânico formas de ele poder fazer as reparações? E se esse mesmo administrativo (sem que eu tenha nada contra os administrativos) dissesse que o mecânico nada percebe de mecânica? Bem, isto até pode ser verdade, mas será o administrativo a pessoa competente para avaliar o desempenho do mecânico? Não me parece... então porque é que não faltam pessoas com a mania que são este “administrativo”? Depois são estes “administrativos” que junto dos gestores (que nada de mecânica percebem também) queimam fortemente os “mecânicos” que, no meio disto tudo, são os únicos que percebem alguma coisa sobre o seu próprio trabalho embora ninguém se coíba de achar que dele percebe...
E se cada um se preocupasse mais com o seu trabalho em vez de andar a tentar “queimar” o outro? Difícil? Também me parece, sobretudo quando o trabalho do outro, mesmo sendo bem feito, não facilita o trabalho de quem não se importa de queimar se, a partir desse comportamento, o seu trabalho sair facilitado (mesmo que o trabalho do outro passe a ser feito sem a qualidade que ele, único especialista, reconhece como necessária)...
 
16 de abril de 2007
posted by teorias at 09:17
Desde sempre tenho ouvido as pessoas dizerem que as outras são preconceituosos (e se calhar até são... ou não!)... mas achar que os outros são preconceituosos não é desde logo um preconceito? Se sim... a pessoa que acha que os outros o são torna-se, desde logo, tão preconceitosa como aquelas a quem aponta o dedo. No que a mim me diz respeito, confesso que tenho diversos preconceitos ou, pelo menos, tenho o preconceito de que os tenho! Muitas outras pessoas pensam como eu... consideram-se preconceituosas e identificam os seus preconceitos... outras têm o preconceito de que não têm preconceito nenhum... e é esse o seu maior preconceito. Não quero aqui defender que os preconceitos são todos iguais, porque não são... e eu escolho os preconceitos pela sua qualidade. Deste modo, eu acho que os meus preconceitos são melhores que os preconceitos dos outros e, por isso, não mudo de preconceitos... é uma questão de opção... e se posso optar (pelo menos tenho o preconceito de que posso) que preconceitos ter, porque não escolher os melhores preconceitos? Ao ler este texto, muitos poderão achar que ele é uma barbaridade porque nem todas as pessoas são preconceituosas... e é legitimo que as pessoas tenham esse preconceito... mas eu prefiro achar que sou preconceituoso... é um preconceito meu... e vocês? Têm preconceitos?
 
10 de abril de 2007
posted by teorias at 10:14
Desde que o Homem primitivo descobriu o fogo que a vida do ser humano nunca mais foi a mesma... Se na altura, a descoberta parece ter sido acidental hoje todos nós sabemos como fazer uma ignição. Tal como o processo que levou ao domínio do fogo, tenho aprendido que muita coisa se descobre acidentalmente... muitas dessas coisas podem mudar a nossa vida para sempre. Se numas ocasiões descobrimos todo um conjunto de potencialidades que nos permitem acalorar afectos, aquecer sentimentos, recolher energia ou fundir formas de pensar noutras, damos de caras com um panorama carbonizado... e aí percebemos que nos queimamos! Eu já me queimei vezes que cheguem... mas quem nunca se queimou? Quem nunca cerrou os dentes de dor com uma “queimadela”? Porém, continuo todos os dias a procurar formas de me aquecer... é que as pessoas não morrem de frio... morrem de falta de calor... porque o frio, em si mesmo, não existe. Ao contrário do que se diz, o frio não é psicológico... quanto muito seria físico... mas também não é físico... porque em física não existe frio... apenas existe calor (enquanto energia)... recebe-se calor... mas não se recebe frio... quanto muito perde-se calor. O frio parece ser uma invenção que nos meteram na cabeça para achamos que quando perdemos calor ficamos com alguma coisa... mas não ficamos... não se deixem enganar. Quando perdemos calor ficamos sem nada... e a esse nada convencionou-se que se chamaria “frio”. Como não quero ficar sem nada... continuo a procurar aquecer-me... por falar nisso... alguém sabe onde se meteu o sol?
 
2 de abril de 2007
posted by teorias at 15:02
Afinal que sentido tem a vida? Todos nós já nos deparamos em algum momento da nossa existência a pensar que sentido haverá para o facto de estarmos vivos... ou de experienciarmos esta ou aquela situação! Todos nós sabemos que biologicamente existe um sentido obrigatório que nos encaminha para o fim... mesmo que a maior parte de nós gostasse que esse sentido fosse proibido e não obrigatório. Mas sinais de trânsito à parte, o que nos faz levantar todos os dias mantendo alguma coerência interna na vontade de querermos continuar a viver? Eu não sei qual é o sentido da vida... confesso... e é essa ignorância que me vai dando a força de viver. O sentido da vida é descobrir qual é o sentido da vida... se soubesse qual era o seu sentido, se calhar, já teria desistido de viver. Mas como não sei, mantenho uma “curiosidade infantil” de procurar uma resposta que, muito provavelmente, me estará à frente do nariz... ou não! No dia em que souber qual é o sentido da vida, a vida perderá o seu sentido, pois nada mais haverá para procurar... e enquanto a vida permanecer sem sentido ela fará todo o sentido... mesmo que não exista sentido nenhum! Para muitos este texto não faz sentido... mas para mim ajuda-me a perceber que o problema das respostas pode não estar na resposta em si mesma, mas na maneira como olhamos para a pergunta antes de respondermos...
E para vocês, existe outro sentido?