Não... não me refiro à Queima das Fitas... essa festa que é tão cara aos estudantes e que na Academia do Porto se inicia no final da próxima semana! Refiro-me antes àquelas pessoas com as quais trabalhamos, que têm uma formação diferente da nossa, com as quais nos dizem que podemos aprender muitas coisas (e com algumas até aprendemos), que, na maior parte das vezes, são extremamente simpáticas connosco mas, sempre que podem, não perdem uma oportunidade de nos “queimar” e de pôr o nosso trabalho em causa! Acho fantástico que alguém que não percebe nada sobre determinada profissão seja capaz de opinar melhores formas de acção ou de sugerir formas de optimização de funções. Mas deixem-me ver... já imaginaram o que seria se numa oficina automóvel, um administrativo sugerisse ao mecânico formas de ele poder fazer as reparações? E se esse mesmo administrativo (sem que eu tenha nada contra os administrativos) dissesse que o mecânico nada percebe de mecânica? Bem, isto até pode ser verdade, mas será o administrativo a pessoa competente para avaliar o desempenho do mecânico? Não me parece... então porque é que não faltam pessoas com a mania que são este “administrativo”? Depois são estes “administrativos” que junto dos gestores (que nada de mecânica percebem também) queimam fortemente os “mecânicos” que, no meio disto tudo, são os únicos que percebem alguma coisa sobre o seu próprio trabalho embora ninguém se coíba de achar que dele percebe...
E se cada um se preocupasse mais com o seu trabalho em vez de andar a tentar “queimar” o outro? Difícil? Também me parece, sobretudo quando o trabalho do outro, mesmo sendo bem feito, não facilita o trabalho de quem não se importa de queimar se, a partir desse comportamento, o seu trabalho sair facilitado (mesmo que o trabalho do outro passe a ser feito sem a qualidade que ele, único especialista, reconhece como necessária)...
E se cada um se preocupasse mais com o seu trabalho em vez de andar a tentar “queimar” o outro? Difícil? Também me parece, sobretudo quando o trabalho do outro, mesmo sendo bem feito, não facilita o trabalho de quem não se importa de queimar se, a partir desse comportamento, o seu trabalho sair facilitado (mesmo que o trabalho do outro passe a ser feito sem a qualidade que ele, único especialista, reconhece como necessária)...


