Temos a tendência a incorporar nas nossas vidas tudo aquilo que nos rodeia. Como sabem arranjar trabalho está complicado... e quem tem acesso ao trabalho já não tem um emprego seguro e atractivo à sua espera. É difícil ficar na mesma empresa a vida inteira e o vínculo só em casos muito excepcionais consegue ser de efectividade. Nas relações amorosas parece que adoptamos esta realidade. Na maior parte das vezes parece que as relações se tratam de prestações de serviços, a curto prazo... com um vínculo precário e onde a cessação pode ocorrer ao virar da esquina.... não há compromisso e o vínculo mantém-se por uma necessidade momentânea de ambas as partes. São cada vez menos aqueles que "assinam" contracto e se assinam é a termo certo... 3, 6 ou 12 meses.. e depois a situação requer uma reavaliação e ponderação para ver se pode ser renovado... todavia, a existência de um contrato destes não implica que não exista uma recisão a qualquer altura não necessitando obrigatoriamente que se cumpra até ao fim. Quanto muito há que "dar um tempo à casa"... que depende da duração da relação. Se tiver um ano o tempo é dado sob a forma de um mês de discussões e mal-estar até à ruptura. São cada vez menos aqueles que conseguem chegar ao contrato sem termo, a "entrarem nos quadros" das pessoas e a ficarem efectivos. Pelos vistos não faz sentido na nova realidade profissional nem relacional... para vocês faz algum sentido?