22 de junho de 2008
posted by teorias at 22:24
Os museus são espaços de preservação da memória colectiva... que nos mostram como no passado se faziam, criavam, vestiam, movimentavam, comiam e relacionavam as pessoas de uma determinada época. São espaços fantásticos que nos permitem, desde logo, conhecer melhor uma sociedade ou cultura depois de os visitarmos. Entendemos como as coisas funcionam hoje e porque é que elas sao de teterminada maneira. Também eu pareço ter um museu para preservação da memória pessoal. Cada vez que acho que algo de mim já não é usado guardo-o no meu "museu"... para que, mais tarde, possa lá voltar e me recordar de quem sou e de porque sou assim. Guardo cada pedacinho... cada pessoa... cada momento que considero importante... preservo-os... guardo-os! Bem sei que nem todos somos assim. Alguns têm o poder de se esquecerem no instante seguinte... parecendo que só conseguem viver o momento que se segue se de imediato esquecerem aquele o que precede. Eu gosto de museus... gosto de os visitar... ainda ontem visitei um. E o funcionário lá me disse que, infelizmente, aquele era um museu pouco procurado... deste episódio surgiram-me as seguintes questões: quem não cultiva a preservação da memória pessoal para que quererá conhecer e preservar a memória colectiva? Se pouca gente procura a memória colectiva, cultivarão eles a preservação da memória pessoal? Não sei bem as respostas!
 
8 de junho de 2008
posted by teorias at 18:25
Temos a tendência a incorporar nas nossas vidas tudo aquilo que nos rodeia. Como sabem arranjar trabalho está complicado... e quem tem acesso ao trabalho já não tem um emprego seguro e atractivo à sua espera. É difícil ficar na mesma empresa a vida inteira e o vínculo só em casos muito excepcionais consegue ser de efectividade. Nas relações amorosas parece que adoptamos esta realidade. Na maior parte das vezes parece que as relações se tratam de prestações de serviços, a curto prazo... com um vínculo precário e onde a cessação pode ocorrer ao virar da esquina.... não há compromisso e o vínculo mantém-se por uma necessidade momentânea de ambas as partes. São cada vez menos aqueles que "assinam" contracto e se assinam é a termo certo... 3, 6 ou 12 meses.. e depois a situação requer uma reavaliação e ponderação para ver se pode ser renovado... todavia, a existência de um contrato destes não implica que não exista uma recisão a qualquer altura não necessitando obrigatoriamente que se cumpra até ao fim. Quanto muito há que "dar um tempo à casa"... que depende da duração da relação. Se tiver um ano o tempo é dado sob a forma de um mês de discussões e mal-estar até à ruptura.
São cada vez menos aqueles que conseguem chegar ao contrato sem termo, a "entrarem nos quadros" das pessoas e a ficarem efectivos. Pelos vistos não faz sentido na nova realidade profissional nem relacional... para vocês faz algum sentido?