25 de outubro de 2005
posted by teorias at 14:42
Desde crianças que estamos acostumados a ouvir histórias sobre príncipes encantados. Eles são adoráveis e todas as mulheres esperam por um nas suas vidas... que as ame... que as mime... que as galanteie... e que com elas case. Não admira por isso que os homens, à medida que vão crescendo, tenham os príncipes encantados como referência para poderem encontrar a mulher das suas vidas. Mas, como é certo e sabido, os homens nada percebem de mulheres... na verdade, eles são demasiado racionais, pragmáticos, coerentes e lógicos para perceberem a sensibilidade ambivalente e contraditória dos sentimentos das mulheres! Daí elas terem a capacidade de nos surpreenderem tantas vezes... Por isso, ao contrário das histórias e das fantasias que nos são contadas na infância, na vida real, as mulheres têm sempre tendência para deixarem o príncipe encantado de lado e escolherem antes ficar com o sapo! O sapo não as ama... mas para elas parece ser um desafio... o sapo nas as mima... mas para elas cheira a luta... o sapo galanteia-as... e elas acham-no desmesuradamente arrebatador... o sapo não vai casar com elas... mas elas preferem a adrenalina dos sentimentos contrastantes de amor-odio à estabilidade da rotina de tédio do “foram felizes para sempre”! Paradoxal, não? Para nós, homens, é!
 
19 de outubro de 2005
posted by teorias at 08:58
Parece que sim! Já tenho dissertado sobre esta teoria noutros sítios, mas gostava de a expor neste meu compendio de pensamentos que é o teorias e mais teorias...Na verdade parece que andamos todos a lutar por ficar sós e nem nos damos conta disso. Consigo fazer esta afirmação porque fazemos muito pouco para demonstrar que queremos realmente o contrário. Caímos na rotina das relações, na falta de força de vontade, na incapacidade de luta e na resignação diária e deixamo-nos ir... qual objecto no vazio seguindo o seu movimento rectilíneo uniforme! Não deve ser por acaso que a 1º lei de Newton se chama lei da inércia... e nós parecemos gostar dela... tanto que ficamos inertes a ver as relações passar numa trajectória balística imperturbável (se desprezarmos o atrito ou nos referirmos ao vazio). Ninguém está disposto a lutar por uma relação! Ninguém está disposto a sofrer... por isso o melhor é deixar as relações seguirem o seu curso até desaparecerem totalmente da nossa vista. Ora se esta parece ser a disposição de quase todos de que se queixam esses mesmos quando as relações desaparecem e eles ficam sós? Queixam-se da lei que Newton inventou e esquecem-se que foram eles que a aplicaram e que, sobretudo, a validaram nas suas vidas. Mas existem algumas coisas que eu não percebo... Não detestamos nós todas as relações asfixiantes, controladoras e sufocantes? Não somos nós que nos deixamos levar pela inércia? Não somos nós que não queremos sofrer com as relações? Neste caso não deveríamos ficar satisfeitos por estar sós? É que ficar só não tem só coisas más! Também tem coisas boas... de certeza! Não... quer dizer... só pode! Tão boas que parece que andamos todos a tentar chegar lá... E tem muita coisa de positivo. Nós é que temos a mania de aplicar a inércia a tudo... e quando estamos sós também nos seguimos pela referida lei... assim acabamos por não aproveitar o que de bom tem essa situação em si mesma!
 
11 de outubro de 2005
posted by teorias at 14:16
Sempre gostei de desafios! Sempre que me tentam testar com um desafio confesso que não consigo resistir... aceito-o! Se me fizerem dez... levo-os todos a fio... é mais forte do que eu... e eu gosto de desafios! É a oportunidade de nos testarmos a nós mesmos... de sabermos até onde podemos ir... de percebermos se nos conseguimos superar! Eu aceito-os a todos porque gosto de confiar em mim... porque sei que nada faria para me trair a mim mesmo... porque gosto de competir! Recebi um desafio para tornar este blog mais optimista...mais alegre... mais positivo. Pensei, pensei... fui para casa a pensar... e aceito-o! Sei que as teorias podem ser sérias mesmo que salpicadas de algum bom humor... sei que posso ser profundo sem deixar de ser bem disposto... é um desafio à minha capacidade criativa que aceito com todo o gosto... porque gosto muito mais de ser alegre que nostálgico! Afinal de contas o que é o nosso dia-a-dia se não um desafio?... desafiamos o trânsito para ir trabalhar... desafiamos os nossos amigos para ir tomar café... desafiamos a sorte sempre que nos aventuramos pela cozinha... desafiamos a vida sempre que nos levantamos de manhã! Por isso aqui está a resposta: ACEITO O DESAFIO!
 
10 de outubro de 2005
posted by teorias at 09:02
Grande parte das pessoas trava esta batalha todos os dias... Lutam silenciosamente contra um sem número de medos que as invadem, que as sufocam, que as limitam... que as matam em cada dia que passa! Não é uma guerra fácil de fazer, e muito menos fácil de vencer... é que os medos têm a sua origem dentro de cada um... e, assim sendo, o inimigo somos nós próprios! Como lutar contra os medos que nós próprios criamos? Como lutar contra os medos que nós mesmos alimentamos todos os dias? Diria que esta é uma situação intensa e desgastante porque na maior parte das vezes não somos capazes de admitir que temos medo... e se não temos medo não podemos lutar contra ele. Outras vezes sabemos que temos medo, mas é mais fácil fazer de conta que não se o tem... em ambos os caso sofre-se e sofre-se muito... temos um inimigo que ataca e nós não ripostamos nem um bocadinho à medida que somos destruídos. Quando temos alguma coragem admitimos os nossos medos, não posso dizer que isso não nos faça sofrer, mas ao admiti-lo sabemos que temos um adversário... um adversário que tivemos o poder de criar e que, como tal, temos de encarar como um adversário que temos o poder de destruir... E agora, alguém é capaz de assumir que tem medo? É que depois é a luta pelo domínio... dominámos o medo... ou somos dominados por ele!
 
7 de outubro de 2005
posted by teorias at 08:46
No mês passado vi num programa cientifico do Canal Dois (sim, aqueles que dão em simultâneo com as novelas da SIC e da TVI e, como tal, apenas 0,2% dos portugueses vê) algo que me fez repensar profundamente a vida. Nele foi referido que um coração humano bate, em média, cerca de três mil milhões de vezes durante a vida de uma pessoa. Deste modo poderemos ver este número como um prazo de validade... se passarmos o número de batimentos o mais provável é passarmos desta para melhor. Assim sendo para quê andar com o coração aos saltos? Para quê tanto stress no nosso dia-a-dia? Para quê tantas paixões desenfreadas? É que cada vez que isto acontece o nosso ritmo cardíaco aumenta e, como tal, aceleramos para o nosso fim... rapidamente cheguei à conclusão que o melhor é ter calma... respirar fundo e acalmar-me. A partir daí comecei a tentar viver cada momento com a intensidade que ele merece... mas vivendo a vida com a serenidade que eu mereço. Agora já percebem porque é que as pessoas que trabalham muito acabam por morrer mais cedo... Passei a gostar muito mais do meu coração... ele não merece ser submetido a trabalhos forçados... por nada... nem por ninguém!
 
4 de outubro de 2005
posted by teorias at 08:52
Desde sempre me ensinaram que a esperança é a última a morrer... é pena!
Vezes há em que seria melhor que ela morresse logo no início e nos poupasse do martírio da espera de algo que não acontecerá jamais. Mas nós ainda acreditamos e, enquanto o fazemos, vivemos agarrados a uma esperança que nos impede de seguir o nosso caminho, que nos impede de prosseguir a nossa vida. Então esperamos... esperamos na esperança de ter o que desejamos... de ter o que já tivemos! E, enquanto esperamos, sofremos... perdemos oportunidades... deixamos de viver...
Desde sempre me ensinaram a ter esperança, mas ninguém me ensinou o que fazer para não ter esperança nenhuma... Não me recordo de nenhum momento da minha vida em que tenha sido feliz por apenas ter esperança... simplesmente por a ter... acho que isso não faz, por si só, nenhum ser humano feliz. Pelo contrário... enquanto a têm muitos sofrem e sofrem muito ao longo de tamanha espera.
Nestes últimos dias tenho tentado alimentar a esperança de que um dia consiga não ter esperança alguma... talvez não consiga... (porque) tenho esperança!