19 de outubro de 2005
posted by teorias at 08:58
Parece que sim! Já tenho dissertado sobre esta teoria noutros sítios, mas gostava de a expor neste meu compendio de pensamentos que é o teorias e mais teorias...Na verdade parece que andamos todos a lutar por ficar sós e nem nos damos conta disso. Consigo fazer esta afirmação porque fazemos muito pouco para demonstrar que queremos realmente o contrário. Caímos na rotina das relações, na falta de força de vontade, na incapacidade de luta e na resignação diária e deixamo-nos ir... qual objecto no vazio seguindo o seu movimento rectilíneo uniforme! Não deve ser por acaso que a 1º lei de Newton se chama lei da inércia... e nós parecemos gostar dela... tanto que ficamos inertes a ver as relações passar numa trajectória balística imperturbável (se desprezarmos o atrito ou nos referirmos ao vazio). Ninguém está disposto a lutar por uma relação! Ninguém está disposto a sofrer... por isso o melhor é deixar as relações seguirem o seu curso até desaparecerem totalmente da nossa vista. Ora se esta parece ser a disposição de quase todos de que se queixam esses mesmos quando as relações desaparecem e eles ficam sós? Queixam-se da lei que Newton inventou e esquecem-se que foram eles que a aplicaram e que, sobretudo, a validaram nas suas vidas. Mas existem algumas coisas que eu não percebo... Não detestamos nós todas as relações asfixiantes, controladoras e sufocantes? Não somos nós que nos deixamos levar pela inércia? Não somos nós que não queremos sofrer com as relações? Neste caso não deveríamos ficar satisfeitos por estar sós? É que ficar só não tem só coisas más! Também tem coisas boas... de certeza! Não... quer dizer... só pode! Tão boas que parece que andamos todos a tentar chegar lá... E tem muita coisa de positivo. Nós é que temos a mania de aplicar a inércia a tudo... e quando estamos sós também nos seguimos pela referida lei... assim acabamos por não aproveitar o que de bom tem essa situação em si mesma!
 



2 Comments:


At 17 junho, 2007 02:14, Blogger RC

Bem pensado!!!
Nunca tinha pensado na inércia dessa forma.

***

 

At 08 janeiro, 2008 20:58, Blogger Rita

Acho que a questão é ver a solidão como fim e não como ponto de partida. O erro está aí. A dificuldade e o desafio maiores está em conseguirmos ser felizes connosco para, depois, aí sim, sermos felizes em conjunto e fazermos os outros felizes, a partir da nossa felicidade, assumindo-a como nossa matriz.