Sim, é uma pergunta... afinal de contas, o que é que queres? Quando olho à minha volta vejo muitas pessoas que passam a vida sem fazer ideia do que é que querem (eu às vezes, na totalidade, também não sei, confesso). Sem fazerem ideia nem terem uma forte razão para se levantarem todas as manhãs. Levantam-se, porque pelos vistos é suposto que assim seja... e vivem porque vêem os outros viver. Não sou a pessoa mais esclarecida do mundo... longe disso! Mas gosto de ter metas... de ter linhas orientadoras... de ter grelhas que me guiem e que me mostrem o que quero. Isto não quer dizer que não possa mudar de opinião (ainda bem que posso)... mas esta grelha que me guia não me deixa fazer e desfazer no minuto seguinte... não me deixa lutar ferozmente para abrir mão de seguida... não me deixa olhar sentado a ver oportunidades passarem e seguirem sem que alguma vez mais eu tenha a possibilidade de as voltar a ter. Gosto de saber com o que é que conto... relativamente aos outros e relativamente a mim mesmo... gosto de organização mental e emocional e lido muito mal com a sua ausência. As minhas metas são metas flexiveis (não poderia ser de outra forma), capazes de se moldarem consoante as circunstâncias. Têm a capacidade de se reformularem e reconstruirem se disso houver necessidade. Mas uma coisa é reformular outra coisa é antagonizar. Custa-me entender o hoje "sim", amanhã "não"... o agora "quero" e o logo "não me apetece"... acusem-me de objectividade quase que intrinsecamente masculina... ataquem-me pela minha incapacidade adaptativa... mas, por favor, decidam-se!

