27 de abril de 2008
posted by teorias at 23:06
Sim, é uma pergunta... afinal de contas, o que é que queres? Quando olho à minha volta vejo muitas pessoas que passam a vida sem fazer ideia do que é que querem (eu às vezes, na totalidade, também não sei, confesso). Sem fazerem ideia nem terem uma forte razão para se levantarem todas as manhãs. Levantam-se, porque pelos vistos é suposto que assim seja... e vivem porque vêem os outros viver. Não sou a pessoa mais esclarecida do mundo... longe disso! Mas gosto de ter metas... de ter linhas orientadoras... de ter grelhas que me guiem e que me mostrem o que quero. Isto não quer dizer que não possa mudar de opinião (ainda bem que posso)... mas esta grelha que me guia não me deixa fazer e desfazer no minuto seguinte... não me deixa lutar ferozmente para abrir mão de seguida... não me deixa olhar sentado a ver oportunidades passarem e seguirem sem que alguma vez mais eu tenha a possibilidade de as voltar a ter. Gosto de saber com o que é que conto... relativamente aos outros e relativamente a mim mesmo... gosto de organização mental e emocional e lido muito mal com a sua ausência. As minhas metas são metas flexiveis (não poderia ser de outra forma), capazes de se moldarem consoante as circunstâncias. Têm a capacidade de se reformularem e reconstruirem se disso houver necessidade. Mas uma coisa é reformular outra coisa é antagonizar. Custa-me entender o hoje "sim", amanhã "não"... o agora "quero" e o logo "não me apetece"... acusem-me de objectividade quase que intrinsecamente masculina... ataquem-me pela minha incapacidade adaptativa... mas, por favor, decidam-se!
 
15 de abril de 2008
posted by teorias at 22:14
Assim de repente não me lembro de nada que me inquiete mais do que a memória. Não porque considere algo de fantástico, porque isso parece ser unanimemente reconhecido... mas antes porque a memória é selectiva e tende a gravar apenas aquilo que é extremamente significativo. A minha memória faz jus a essa característica e parece levar a mal se assim não acontece... mas tem, em meu entender, um problema com a selectividade que não me dá jeito nenhum. Para além de ser pouco prática... não me ajuda nada. Um dos aspectos que está inerente à memória é o esquecimento... e ainda bem que assim é... se não, não teriamos como acumular tanta informação. O problema não é esse... o problema é que eu não tenho facilidade em esquecer o que devia. A minha memória anda a prejudicar-me e relembra-me constantemente aquilo que não deve. Já pensei em livrar-me dela, mas pelos vistos... o contracto não é fácil de rescindir! Assim é noite e dia a lembrar-me tudo aquilo que eu tento esquecer... e quanto mais tento esquecer, mais significativo se torna... e quanto mais significativo se torna... mais eu lembro! Isto é mais um dos paradoxos da vida... mas já ouvi algumas pessoas a dizerem que isto é um problema e que tem uma solução... já me disseram a solução e tudo... só que eu não me lembro de qual ela é...
 
2 de abril de 2008
posted by teorias at 19:21
Não sei porque escrevo isto... talvez não hajam respostas... talvez a resposta seja apenas... porque me apetece (ensinaram-me que pode ser apenas por isso mesmo... muito obrigado a quem me ensinou). A realidade é o quê afinal? Não sei bem o que é... ultimamente tenho descoberto que sei poucas coisas... ou que sei bem menos do que aquilo que julgava saber. Não sei bem o que é a realidade, só sei que é demasiado chata para que me sinta atraido por ela. A realidade parece-me algo demasiado horrível para que seja encarada como algo de positivo. Para quê ser realista ou viver agarrado à realidade? A minha teoria baseia-se na felicidade que se encontra na loucura. Desculpem, mas é este o meu sonho... quero ser louco. Os loucos vivem no seu mundo de fantasia onde, à sua maneira, vivem felizes... e só não vivem mais felizes porque nós, com a mania de que os queremos ajudar, lhes dizemos que eles estão errados e têm que viver na mesma realidade mesquinha e deplorável que nós. Devemos ser uns invejosos de primeira apanha e "massacamo-los" tanto só porque eles não partilham as mesmas agruras e são capazes de ver um jardim e um bosque onde nós só vemos ferro e betão... não suporamos a ideia que pode haver alguém que não alinha a sua vida com a guerra do iraque, com a fome em África, com as guerras de interesses, com os fundamentalismos religiosos, com os consumismos desenfreados, com as diferenças sociais, com a inveja... ou com a estupidez dos homens!