27 de outubro de 2006
posted by teorias at 09:17
Há dias assim... em que nenhuma coisa nos corre bem! Mas muitas delas não parecem correr mal por acaso. Por mais que acreditemos nas coincidências, elas são demais para poderem existir. Parece que, por mais que nos possa parecer loucura, temos quase a certeza que estamos a ser sabotados. O que dizer da situação em que obtemos a informação de que iremos receber um telefonema... sim, um daqueles que, cuja importância, pode mesmo fazer mudar a nossa vida... olham para o telemóvel e o que constatam? Sim, estão com pouca bateria... bateria essa que acabará no preciso momento em que o telemóvel, qual muribundo em estado terminal, suspira o último “ring” naquela que poderia ter sido uma chamada decisiva... só pode ser sabotagem! Ou então quando estão no msn a conversar com alguém e o programa não para de cair... as informações não chegam ao destinatário e não recebem as respostas deste... geram-se conversas entranhas cuja compreensão será difícil até mesmo para a PJ... só pode ser sabotagem! Ou então aquele encontro marcado que nos põe ansiosos só de pensar nele. Quando saem... dão de caras com uma fila interminável porque a 6 km de distância um condutor astuto achou que a traseira de um camião era um bom local para embater... só pode ser sabotagem! Não deveríamos ter algo que nos protegesse? Não deveria haver uma entidade superior encarregue do nosso bem-estar? Capaz de nos ajudar a concretizar a superar as adversidades? Pois é, eu acho que sim... por isso mesmo é que já pedi o livro de reclamações ao meu anjo da guarda...
 
26 de outubro de 2006
posted by teorias at 08:55
Quando algo de mau nos acontece, a primeira coisa que tendemos a perguntar a nós mesmos é: Porquê? Porquê eu? Porquê agora? Não raras vezes somos capazes de passar dias, semanas e meses a pensar em respostas possíveis para aquilo que nos aconteceu... como se das respostas a estas perguntas dependesse a nossa vida. O mais engraçado é que não depende! E não depende por uma razão muito simples: se eu conseguir arranjar “a resposta certa” para cada um dos problemas que formulei, isso resolve os problemas? Suaviza as dificuldades inerentes a esses mesmos problemas? Não, quase nunca! Então de que me adianta compreender? De que me adianta saber a resposta? De pouco... diria mesmo que de muito pouco. Compreender não resolve por si só. Temos é que fazer algo para que as coisas se resolvam... algo diferente daquilo que fizemos para que os problemas surgissem. Quantas vezes não resolvemos problemas sem que compreendamos sequer como é que a solução apareceu? O importante é que tentamos arranjar uma solução em vez de nos prendermos atrás de uma resposta que nos permita compreender o porquê do problema... resposta esta tantas vezes inexistente. Temos que ser mais pragmáticos... e nesse sentido defendo, para os problemas relacionais e para os problemas não normativos, a procura da resolução e não da compreensão. E vocês? Não se prendem na procura incessante dos “porquês”?
 
18 de outubro de 2006
posted by teorias at 09:20
A infidelidade é tão antiga quanto a humanidade... desde sempre existiu como sempre existiram os dois lados possíveis: o que é infiel por um lado, e o que é traído, por outro. Quando numa relação nos confrontamos com a situação real de um(a) parceiro(a) que diz que existe outra pessoa que passou a ser mais importante que nós, o que mais nos magoa não é a perda do(a) palerma que nos acaba de fazer tal revelação... nem tão pouco é a perda de todo um projecto comum idealizado e co-construido ao longo do tempo. O que mais fere o ser humano é a constatação de que está a ser trocado por outra pessoa... é o sentimento que fica de não ter sido suficientemente bom... de já não ser completamente insubstituíveis para uma pessoa que, até àquele instante, fazia crer que assim era. Esta ferida não se cura com água oxigenada! A auto-estima sofre uma estocada de morte que deixa estendidos na arena a quase totalidade daqueles que, sem a terem escolhido, se vêm obrigados a passar por tal e penosa experiência! O sofrimento vem de seguida... a raiva e o ódio são os que normalmente o acompanham... e se não o acompanham deveriam acompanhar. Tal como diz Eduardo Sá “o ódio é o melhor tira-nódoas do sofrimento”. Depois vem todo um processo que pode ser mais ou menos prolongado de uma reconstrução individual bem longe do(a) imbecil(a) que um dia ousou ludibriar-nos...
O que se perde numa situação deste tipo não é a pessoa que, independentemente da situação, se continua a amar (não se matam sentimentos em dois dias), mas antes toda uma estrutura interna em que no nosso imaginário pessoal existimos porque somos a razão de existência de alguém. Quando se constata que assim não é dá-se a derrocada interna (e para que esta suceda bastam alguns segundos!) que um dia, quase todos, acabam por agradecer que tenha acontecido...
 
10 de outubro de 2006
posted by teorias at 08:57
O que é certo é que não faço mesmo... mas isso nem sequer me preocupa muito, porque nos tempos que correm ninguém faz! Ninguém faz a mínima ideia do que anda a fazer... ninguém faz ideia do que sente... ninguém faz ideia do que perde... ninguém faz a mínima ideia do que vive. Mas para que é que isto interessa? Não faço a mínima ideia... mas deverá ter algum interesse. Pelo menos devia! A sociedade tecnológica em que vivemos mostrou-nos a evolução permanente como caminho a seguir, mas ao mesmo tempo a imprevisibilidade e a inconstância como pilares do seu desenvolvimento. Se tudo (ou quase tudo) passa a ser inconstante e imprevisível como podemos ter a capacidade de nos “agarrarmos” a ideias, princípios e valores? Não faço a mínima ideia. Se calhar estamos condenados a viver sentindo que hoje tudo faz sentido e, percebermos depois, que esse mesmo todo não faz mais sentido algum. A inconstância e a imprevisibilidade dão-nos a possibilidade de mudarmos, e isso é bom? Não faço a mínima ideia... mas julgo que não o será se não tivermos também a capacidade de escolhermos. Mas será que quando nos se colocam várias opções sabemos escolher, de entre todas elas, a melhor? Talvez nem sempre, mas... na verdade não faço a mínima ideia…