26 de outubro de 2006
posted by teorias at 08:55
Quando algo de mau nos acontece, a primeira coisa que tendemos a perguntar a nós mesmos é: Porquê? Porquê eu? Porquê agora? Não raras vezes somos capazes de passar dias, semanas e meses a pensar em respostas possíveis para aquilo que nos aconteceu... como se das respostas a estas perguntas dependesse a nossa vida. O mais engraçado é que não depende! E não depende por uma razão muito simples: se eu conseguir arranjar “a resposta certa” para cada um dos problemas que formulei, isso resolve os problemas? Suaviza as dificuldades inerentes a esses mesmos problemas? Não, quase nunca! Então de que me adianta compreender? De que me adianta saber a resposta? De pouco... diria mesmo que de muito pouco. Compreender não resolve por si só. Temos é que fazer algo para que as coisas se resolvam... algo diferente daquilo que fizemos para que os problemas surgissem. Quantas vezes não resolvemos problemas sem que compreendamos sequer como é que a solução apareceu? O importante é que tentamos arranjar uma solução em vez de nos prendermos atrás de uma resposta que nos permita compreender o porquê do problema... resposta esta tantas vezes inexistente. Temos que ser mais pragmáticos... e nesse sentido defendo, para os problemas relacionais e para os problemas não normativos, a procura da resolução e não da compreensão. E vocês? Não se prendem na procura incessante dos “porquês”?
 



2 Comments:


At 26 outubro, 2006 16:01, Blogger ruth ministro

Concordo com a Et. A procura de respostas é inerente à condição humana. Temos a necessidade de compreender as causas para podermos saber qual a melhor forma de (re)agir aos problemas.

Repara, se não nos dermos ao trabalho de tentar alcançar a compreensão, de encontrar as respostas, como poderemos evoluir em termos de mecanismos de aprendizagem com vista à acção construtiva e ao desenvolvimento pessoal?

Mesmo que as respostas sejam vagas, pouco enriquecedoras, é importante este questionamento, esta reflexão, para que as situações de crise/reconstrução não se limitem a gerar uma resposta comportamental básica e limitativa, mas mais do que isso, constituam uma forma de crescimento e amadurecimento do indivíduo em causa.

Beijinhos :)

 

At 22 junho, 2007 15:28, Blogger RC

sim. E eu gosto!