29 de novembro de 2007
posted by teorias at 08:58
Nada mais comum... enganamo-nos tantas vezes ao longo da vida que bem que poderíamos aprender alguma coisa com cada engano... mas a maior parte das vezes não aprendemos nada... a começar pelo reconhecimento de que nos enganamos... é que se reconhecermos que estamos enganados, assim podemos corrigir o que de mal fizemos e fazermos tudo novamente, mas deste vez bem feito. Mas não... preferimos olhar para nós com a imagem de quem raramente tem dúvidas e que nunca se engana (com pose de primeiro-ministro e tudo)! É-nos tão difícil aceitar que nos enganamos que preferimos fechar os olhos e fazer de conta que está tudo bem, mesmo que não esteja... com a ilusória esperança de que se não pensarmos que nos enganamos afinal estejamos correctos. Enganar-se pode acontecer a qualquer um e é perfeitamente humano... persistir no engano é um erro... e uma coisa é ser-se humano... outra é ser-se estúpido (ao ponto de não se fazer nada para se deixar de estar enganado)... Se algum de vocês se enganou...
 
19 de novembro de 2007
posted by teorias at 18:16

Parece que existem algumas por esse mundo fora onde as pessoas se matam umas às outras... apenas as vimos pela televisão e, normalmente, ficamos horrorizados de ver que pessoas que vivem no mesmo país, nas mesmas cidades... muitas vezes vizinhos... se matam uns aos outros para conseguirem atingir algum tipo de poder ou superioridade perante os outros! Para nós parece-nos uma coisa muito distante não temos uma cultura acentuada de uso de armas... mas na verdade temos milhões delas e usamo-las todos os dias... No nosso país, nos últimos 70 anos, morreram cerca de 70 mil pessoas nas nossas estradas... é claro que morrem mais nos últimos anos porque há mais pessoas a andar de carro. Nos últimos 4 anos morreram cerca de 6 mil pessoas… desde o início deste ano até agora morreram já 756! Ultrapassamos ela direita, aceleramos até aos 200 km/h... conduzimos com álcool no sangue... não queremos ficar para trás.... queremos mostrar ao outro que não nos consegue ultrapassar... queremos ter poder... e para isso fazemos transgressões atrás de transgressões... usando armas mais mortais do que as armas de fogo... meus amigos estamos em guerra civil... e enquanto não tivermos consciência que ela existe não podemos acabar com ela...
 
13 de novembro de 2007
posted by teorias at 09:01

Alguém consegue?!
Está aí alguém?! Conseguem perceber o que digo? Olá... está aí alguém? É que eu não consigo aguentar tudo... e para dizer a verdade já não me apetece fazê-lo! Há coisas que não se conseguem mesmo aguentar... outras que não nos apetece aguentar... mas que os outros acham, pensam e querem que a gente aguente! Deixei-me disso... deixei de aguentar aquilo que os outros consideram que devo e passei apenas a suportar aquilo que me apetece... já que tenho que aguentar e tenho... então deixem-me escolher aquilo que aguento! É que, o que eu não aguento mesmo é... não me deixarem escolher...
 
6 de novembro de 2007
posted by teorias at 09:06
Mas afinal o que é isso das competências sociais? Será que são aquelas competências que nos fazem ser, sentir ou apelidar de sociáveis? Há dias, em conversa com uma amiga, acabamos por descobrir que somos socialmente difíceis... seja lá o que isso for! Não é uma descoberta que se faça por acaso, nem uma descoberta com a qual concordemos, mas antes uma constatação daquilo que os outros conseguem ver em nós! É claro que isto me levanta algumas questões... em primeiro descobri que não sou considerado anti-social, mas antes uma pessoa sociável... o que aparentemente é positivo... mas só aparentemente, porque uma coisa é ser sociável outra bem diferente é ser socialmente difícil. Socialmente difícil, pelos vistos, é alguém que socializa de uma maneira demasiado complicada que deixa os outros com a sensação que estão de volta aos bancos da escola primeira perante um problema difícil e para o qual não vislumbram solução! Depois disto fico sem saber se não será melhor passar a ser anti-social de modo a não desfazer em água a cabeça a estes pobres desgraçados (um acto de generosidade da minha parte... ficar-me-ia bem!)! Mas não, não vou por aí... parece-me mais adequado cultivar os meus relacionamentos “socialmente difíceis”, para quem quiser aceitar o desafio e, nessa dialéctica, promover o meu (e o seu) desenvolvimento... em simultâneo, deixar de me relacionar com essas pessoas... socialmente básicas... parece-me sensato!