29 de novembro de 2006
posted by teorias at 09:11
É estranho esta teoria surgir em Novembro, mas o que é certo é que desde o início do mês que as televisões nos passam informações sobre o Natal. Como se ele estivesse aí ao virar da esquina... fosse já amanhã... mas não é! O Natal, pela força do consumismo, dura agora dois meses e, no meio disto tudo, já ninguém parece lembrar-se que o que se festeja realmente é o nascimento de Jesus. O Natal é hoje a altura de receber um novo telemóvel (já ninguém se fica pela “a minha agenda”), uma Playsatation ou um novo relógio. As televisões entopem-nos de anúncios que quase nos apetece comprar tudo para ver se, fazendo-lhes a vontade, eles nos deixem em paz. Nunca vi tanta publicidade a perfumes como no Natal (ok, talvez por alturas do 14 de Fevereiro, em que também se instituiu um dia para dar presentes)... julgo que se não fosse o Natal (e o 14 de Fevereiro) os portugueses não usavam perfume!
Nos centros comerciais é ver o preço das coisas inflacionado... mas, após o dia 25, é ver tudo a cair a pique para receber as colecções de verão. Ora isso não dá jeito nenhum. Um presente que se compre por 70 euros para oferecer no Natal pode custar menos de 40 quando a pessoa que o recebeu for matar a curiosidade de saber quanto é que custou o presente que recebeu...
O Natal deixou de ser a festa da família por excelência... em que pai, mãe e filhos se juntam para conviver fraternamente... isto, desde logo, porque cada vez são menos as famílias em que o pai e a mãe estão presentes... e se o estão, parecem estar mais preocupados em ir para o centro comercial comprar presentes (quem sabe se não um perfume!) do que em estar integralmente com os seus familiares...
 
27 de novembro de 2006
posted by teorias at 09:07
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”... todos sabemos que tudo muda! A certeza da mudança parece ser das pouca que nós aceitamos como sendo verdadeira. Se por um lado, quando a conjuntura não nos agrada, perceber que a mudança é mais ou menos expectável é um factor de esperança, por outro, quando vivemos perfeitamente sintonizados com as circunstâncias perceber que a mudança é inevitável é, no mínimo, assustador...
Considero-me um nostálgico... mas, por coincidência, ou não, um nostálgico paradoxal. Sinto saudade do passado, desse mesmo passado do qual sinto vontade de me afastar! Sinto a falta do que ele me deu, mas em simultâneo, sei que não mais dará e que o melhor é ficar longe dele, pois a proximidade ofusca o pensamento daquele que se vê envolvido. Sinto a falta de um passado que me agarrou a mão para me ensinar a dançar sem eu nunca o ter querido... um passado que sem eu querer mudou, trocou de par e dançou! Um passado que não existe mais... a não ser na memória daquele que o recorda! Hoje, também eu mudei... e sinto, sobretudo, nostalgia do futuro... desse mesmo futuro, que me afastará mais do passado, mas que, em si, também não existe... a não ser na cabeça de quem o espera! Sinto nostalgia de ser criança e de não ter nostalgia nenhuma, pois uma criança não tem noção do passado nem do futuro e deles não pode ser nostálgica. Mas mudei... eu sei... e se em criança o meu sonho era ser adulto, hoje, paradoxalmente ou não, dava tudo para voltar a ser criança.

PS. Posso já não ser uma criança, mas de vez enquando dou aso à criança que em mim habita e permito-lhe que faça todo um belo conjunto de infantilidades.

PS.2 Não, isso não. Nunca me atirei para o chão a fazer birras nas lojas... pelo menos por enquanto!
 
23 de novembro de 2006
posted by teorias at 09:36
Já reparei que o panorama da maioria dos blogs que visito é este... andam todos com a mania, é o que é! E eu, pelo vistos, também tenho de confessar as minhas... Não porque, de livre e espontânea vontade o faça, mas porque a isso fui desafiado. Este desafio tem regras, e quem não as cumprir vai preso (foi o que ouvi dizer)... e elas são:

Regulamento:Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.

Como manias tenho:
1 – Às refeições como os alimentos separados... ou seja, como as batatas, depois, o arroz, depois a carne...e por aí adiante! É mania... não gosto de andar a misturar os sabores... prefiro sentir profundamente o sabor de cada coisa que como...

2 – Adoro paradoxos... passo a vida a tentar identificá-los... e não é que a vida está cheia deles!!! Um dos mais engraçados para mim tem a ver com o excesso de habilitações... é paradoxal que a pessoa com mais competências para ocupar um lugar possa não o fazer por ser qualificada de mais... as empresas acham melhor empregar uma pessoa mais incompetente! Se a pessoa se candidata é porque não se importa de ocupar o cargo e desempenhar as funções... enfim!

3 – Detesto trabalhar... é mania (hehehe)!! Mas também, como sabem, e já tive oportunidade de dizer neste espaço, trabalho vem do latim “tri palium” que quer dizer instrumento de três paus que na antiguidade era usado para tortura... e tá tudo dito! Quem pode gostar?!

4 – Tenho a mania de me enervar no trânsito. Sou uma pessoa pacata, mas passo-me a sério quando vejo malta a abusar na estrada... aí sou capaz de tudo para os pôr na linha... apertá-los e não os deixar meter à frente... buzinar... dar sinal de luzes... articular algumas palavras menos simpáticas, etc... devo ter a mania que sou bom condutor (mas não me intitulo de Alonso... hehehe)!

5 – Tenho a mania de nunca deixar chegar o depósito do carro à reserva... não sei bem o que me leva a estar sempre de olho no ponteiro e a “repreendê-lo” sempre que este se aproxima da reserva... como sou um mãos largas deixo sempre o depósito bem composto para, se alguém me assaltar, poder estar à vontade na fuga e gozar durante uns bons quilómetros o conforto da minha viatura... deve ser isso!

Como toda a gente já fez isto no seu blog... não consigo enunciar 5 pessoas para que também elas (- Calma Sr. polícia) possam escrever as suas manias nos seus blogs ( - Sr. agente, estou quase a acabar!). E como não estou a cumprir as regras tenho aqui dois tipos da PJ a algemar-me a orbgiar-me a ecsrever com o cootevlo... $/&T(#%!...
 
15 de novembro de 2006
posted by teorias at 19:11
Meus amigos, diria que este é a regra típica do dia-a-dia português! Cada um de nós quer mais, ou melhor, quer muito mais! O slogan é bem conhecido de uma campanha publicitária, mas mostra bem a maneira como os portugueses olham para a vida. Nada chega... a insatisfação está sempre presente... e, por muito que se tenha, cada um de nós parece continuar a gritar: “quero muito mais”! Basta olhar para o euromilhões, por exemplo. Somo aqueles que mais jogamos (dados da Santa Casa), mesmo não sendo aqueles que mais ganhamos de entre os países que participam no sorteio (bem pelo contrário). No trabalho não nos basta ir subindo... queremos muito mais... queremos estar logo no topo. No lazer não nos basta uns dias no Sul do País... queremos mais... queremos ir duas semanas para as Caraibas (nem sei como é que não disse Maldivas)! Nas relações não nos basta o(a) companheiro(a) queremos mais... muito mais... queremos o(a) super hiper mega companheiro(a)! E nesta ânsia de tanto querer acabamos por não saber sequer o que queremos... e se algum dia temos aquilo que sonhamos verificamos que não era nada daquilo que realmente precisávamos... para estarmos felizes é preciso mais, muito mais capacidade para valorizarmos tudo aquilo que temos… muito mais capacidade de valorizar aquilo que somos!
 
13 de novembro de 2006
posted by teorias at 09:20

A realidade não existe! Esta é a mais pura das realidades... Há já algum tempo que tento teorizar sobre a realidade, mas tenho tido dificuldade... agora entendo porquê... é difícil teorizar sobre algo que em si, tal como a costumamos ver, não existe de facto!
Há uns anos atrás vivi uma experiência bastante enriquecedora (digo eu). Lembro-me de como me entusiasmei com o facto de a poder viver... mas hoje não sei bem se ela foi real... pelo menos real naquele sentido objectivo que nós damos à realidade, mas que, na realidade, não existe. Todas as pessoas que partilharam esse período comigo... relatam coisas diferentes daquelas que eu senti (e julgo ter vivido) na altura. Eu próprio, olhando para trás, sou capaz de contar a história de forma diferente daquela que contava nesse tempo sem achar que esteja a faltar à verdade dos factos. O que é estranho! À medida que me afasto temporalmente da situação julgo percebê-la melhor... julgo perceber melhor aquela realidade... realidade essa que com o passar pausado dos dias se torna mutável, mas igualmente verdadeira! Realidade que vivi e tenho a certeza que os outros viveram comigo... mas que eles relatam de forma diferente daquela que eu sou capaz de fazer... e pasmem-se são capazes também de recontar a história de modo diferente daquele que já me contaram mantendo a mesma convicção e sentido de verdade. Afinal que realidade és esta que nem eu sei mais como é que realmente aconteceu? Na realidade não sei... essa é a realidade!
 
3 de novembro de 2006
posted by teorias at 09:01
Como desde cedo me disseram: “quem não arrisca não petisca”. Não só eu, mas todos nós, crescemos a ouvir esta frase da sabedoria popular, mas quase nunca temos vontade, ou capacidade, de a pôr em prática. Também é certo que, em determinadas situações, não vale sequer a pena arriscar. Se for nítido que a situação está definida... que nada do que façamos a altera... um comportamento nosso nunca será considerado “arriscar” mas antes um risco desnecessário... uma perda de tempo. Mas nas outras... em que nada está definido e em que a sua definição depende, em grande medida, do que possamos fazer... aí sim podemos, e devemos, arriscar. A nossa felicidade pode ser alvo de sabotagem mas, na maior parte das vezes somos nós mesmos que a sabotamos... pela inércia, pela dificuldade em aceitar a mudança... pela dificuldade em aceitar o passado tal e qual ele aconteceu... pela dificuldade em darmos uma nova oportunidade a nós mesmos... pela dificuldade em arriscar. Correr riscos é o de menos se o risco vale a pena... o pior é mesmo quando riscamos do mapa e em definitivo as novas oportunidades que nos surgem.
Eu arrisco sempre todas as semanas... embora o euromilhões resista em me sair... mas vale a pena, e muito (em especial esta semana), continuar a tentar. Um dia destes ainda mando postais tipo... das Maldivas (hehehe)!! E vocês, costumam arriscar ou acham que “é caro e dá trabalho registar o boletim”?