É estranho esta teoria surgir em Novembro, mas o que é certo é que desde o início do mês que as televisões nos passam informações sobre o Natal. Como se ele estivesse aí ao virar da esquina... fosse já amanhã... mas não é! O Natal, pela força do consumismo, dura agora dois meses e, no meio disto tudo, já ninguém parece lembrar-se que o que se festeja realmente é o nascimento de Jesus. O Natal é hoje a altura de receber um novo telemóvel (já ninguém se fica pela “a minha agenda”), uma Playsatation ou um novo relógio. As televisões entopem-nos de anúncios que quase nos apetece comprar tudo para ver se, fazendo-lhes a vontade, eles nos deixem em paz. Nunca vi tanta publicidade a perfumes como no Natal (ok, talvez por alturas do 14 de Fevereiro, em que também se instituiu um dia para dar presentes)... julgo que se não fosse o Natal (e o 14 de Fevereiro) os portugueses não usavam perfume!Nos centros comerciais é ver o preço das coisas inflacionado... mas, após o dia 25, é ver tudo a cair a pique para receber as colecções de verão. Ora isso não dá jeito nenhum. Um presente que se compre por 70 euros para oferecer no Natal pode custar menos de 40 quando a pessoa que o recebeu for matar a curiosidade de saber quanto é que custou o presente que recebeu...
O Natal deixou de ser a festa da família por excelência... em que pai, mãe e filhos se juntam para conviver fraternamente... isto, desde logo, porque cada vez são menos as famílias em que o pai e a mãe estão presentes... e se o estão, parecem estar mais preocupados em ir para o centro comercial comprar presentes (quem sabe se não um perfume!) do que em estar integralmente com os seus familiares...



