28 de maio de 2007
posted by teorias at 13:59
Em primeiro lugar constatar o paradoxo do título... mas é mesmo assim. Depois alertar para não se confundir com egoísmo social, pois não é disso que quero falar. O individualismo está entranhado na nossa sociedade, já esteve menos, é verdade. Já fomos um país de famílias, de comunidades em que havia a necessidade do outro e todos sentiam a vontade de trabalhar para o bem comum de um grupo... e a vida não fazia sentido se assim não fosse. As pessoas viviam à volta da sua família durante uma vida inteira... mantendo a mesma profissão... e quase nada alterando o seu grupo de amigos. Hoje isto é cada vez mais raro... cada indivíduo organiza a sua vida… a partir de si… não porque assim o queira, mas porque assim tem de ser. Já não se vê o papel que se tem no seio do grupo, mas o papel que o grupo pode ter para cada um. Hoje as pessoas mudam de grupo... mudam o conjunto de pessoas que as rodeiam... e se no passado a família, grupo último e mais próximo, quase nada mudava.... actualmente a família sofre mutações rápidas e frequentes. Se tudo muda na nossa vida... e só nós nos mantemos (com toda a certeza) dentro dela... é normal que a organizemos, primeiramente, a partir daquilo que sabemos que se mantém... ou seja, a partir de nós próprios. Podemos (e cada vez mais frequentemente assim é) estar a viver com os pais, no período seguinte com uma madrasta e dois filhos dela... podemos casar e ter filhos... viver e trabalhar no outro lado do mundo... voltar... mudar de profissão... fazer novos amigos... divorciarmo-nos... ter de viver longe dos filhos... viver só durante um longo período... voltar a casar... ter novos filhos. À nossa volta muda o emprego, a família, a vida amorosa... e nós sabemos que, num fim último, apenas podemos contar com nós mesmo!
Realista ou simplesmente provocatório?
 
21 de maio de 2007
posted by teorias at 08:31
Que grande industria esta... poucas são as coisas que mais me fascinam... aqui vendem-se imagens mais do que produtos... vendem-se sonhos! É engraçado perceber a forma como as pessoas se deixam enredar pela publicidade e são capazes de comprar um produto inferior, mas com um “pacote” mais atractivo. É engraçado constatar que hoje a qualidade é avaliada pelas pessoas a partir do arrojado... do diferente... e o que não consegue lá chegar aborrece... e as pessoas resmungam! E resmungam independentemente da qualidade do produto que deixam na prateleira... a qualidade é fachada! Se o produto não for bem promovido não tem qualidade... parece ser a regra. Como se a qualidade fosse isso! Produtos à parte, o mesmo parece acontecer com as pessoas... muitos olham para a aparência e lançam logo bitaites relativamente ao que vêem! Tal como na publicidade, as pessoas que têm estes comportamentos de desvalorização e etiquetagem a partir do pouco que conhecem das outras não entendem que a falta de qualidade não está nas pessoas que elas avaliam mas nelas próprias... que não percebem a superficialidade infundada das barbaridades que proferem! São pessoas que utilizam a estratégia publicitária da valorização do seu produto pela desvalorização dos outros produtos no mercado... apontam defeitos em vez de, primeiramente, reconhecerem os seus... floresce a insensatez e exprime-se a infantilidade... são pessoas Frutol (passe a publicidade)... com litro e meio... muito gás... mas apenas 10% de sumo!
 
4 de maio de 2007
posted by teorias at 09:15
Não vi a luz... não é isso... ou melhor... ainda não é isso! Não conheci ninguém com este nome capaz de me iluminar numa teoria... e esta teoria também não se refere ao estádio do maior clube de Portugal... mas ontem enquanto me divertia a escovar os dentes, depois do jantar, ouvi em ruído de fundo no jornal 2 qualquer coisa como um espectáculo intitulado “para onde vai a luz quando se apaga?”. Não sou físico, mas sou curioso, e essa pergunta não mais me saiu da cabeça... afinal para onde vai a luz? Somos uns seres algo egoístas... convenhamos que somos... apenas nos preocupamos com a luz quando dela precisamos... sabemos como aceder a ela, como a utilizar mas não nos preocupamos em saber dela quando ela não nos faz falta! Quando apagada a luz não existe, dirão alguns... será qualquer coisa como nós não existirmos enquanto estamos a dormir... não me satisfaz esta explicação! Tanto mais que eu já vi algumas pessoas que ressonam enquanto dormem... e se eu as oiço (não são alucinações... juro)... é porque elas existem! A luz existe quando há um fluxo de fotões, dirão outros... se não há fluxo... não há luz! Algo estranha esta explicação... é como se a luz fosse uma estrada com carros e só existe se os carros estiverem em movimento... mas todos nós já vimos carros parados com os faróis acessos, não já? Para onde vai a luz? Não sei bem... apenas sei que vai com pressa... pelos vistos vai a 300 mil km por segundo e não há agente da autoridade que a consiga autuar! Eu tenho uma teoria mais simples... acho que quando a apagamos a luz se esconde... só pode... e se está escondida não a conseguimos ver, não é óbvio? Eu já a vi escondida em belos sorrisos que me iluminaram... mesmo sem haver luz...