31 de julho de 2008
posted by teorias at 20:38
O que eu já divaguei à volta da ideia de que as mulheres preferem os sapos... mas o certo é que até agora ainda não tive nenhum motivo para pensar o contrário... com o passar do tempo apenas acabei por reforçar a ideia de que assim é... o que torna incrivelmente fascinantes os paradoxos que estão associados a esta ideia. O que direi a seguir refere-se à maioria e não a todas as mulheres. O que as mulheres dizem é que gostam de um homem sensível, que as cuide e que as mime... que as cubram de beijos... de presentes... e as cubram de flores! Um homem que seja capaz de as valorizar... de as tratar de igual para igual... que as envolvam e as protejam. Mas o que é que a gente vê? Vê... que elas procuram quem as ignora... quem lhes dá para trás... quem as usa! Prece que andaram a estudar e encontraram resposta no... desafio! E quem olha para o príncipe encantado, vê algo de desafiante? Não, é claro que não! Já transformar um sapo em príncipe encantado é uma tarefa extremamente desafiante... tão desafiante quanto realisticamente impossível! Mas o impossível é o que de mais desafiante parece haver! Nunca vi ninguém conseguir transformar um sapo num príncipe... mas que já vi muitas a tentarem... lá isso vi! E para mim... hoje... faz todo o sentido que assim seja... a vida não se coaduna com o que se tem, mas sim com o que se conquista... e um príncipe é muito fácil de ter... o sapo é muito mais difícil... qual a piada de ter beijos todos os dias se se pode ter 6 dias de puro desprezo e um de beijos? Não é esse dia que servirá para marcar a diferença com os anteriores? Se se tem todos os dias têm-se por adequirido e nada mais há a conquistar... abaixo os príncipes!
 
28 de julho de 2008
posted by teorias at 20:57

Toda a gente conhece o ditado popular que diz que "dois é bom... três é demais"... O ditado faz todo o sentido ... o meu blog faz três anos e deixa-me muito que pensar. Olho para trás e vejo muitas das minhas ideias escritas e partilhadas. Grande parte, por estranho que possa paracer (ou talvez não), continuo a concordar com elas... outras existem que já não concordo... que contextualizo na altura em que as escrevi e que. E isso de contextualizar faz todo o sentido... nada se percebe da mesma forma se não tivermos em atenção ao seu contexo. Mas hoje é dia de destejar... de alguma maneira consegui "aguentar-me" durate 3 longos anos... não imaginei que o conseguisse quando cá me iniciei... claro que a responsabilidade de me "aguentar" durante tanto tempo não é minha... é muito mais vossa que, com os vossos comentários, me incentivais a continuar... e é de uma pessoa muito especial que me deu um grande apoio quando eu tentei ficar-me apenas pelos 2 anos. A ela deixo aqui um beijinho especial (assim como à sua filhota) por todo o apoio. Hoje não sei até quando vou escrever... não sei sobre o que vou escrever... apenas sei que fico satisfeito por serem 3
A todos aos que comentaram aqui deixo o meu muito obrigado
 
19 de julho de 2008
posted by teorias at 16:30
A nossa vida não está imune de sofrer um sismo... de sofrer tremores de terra que nos abalam por dentro... que transformam em escombros estruturas que demoramos anos e anos a construir... que deitam por terra o que era tido como nosso e como indestrutível... sismos que abrem fendas profundas... sismos que esmagam... e esmagam muito mais do que apenas estruturas físicas. Vivemos com a consciência de que estes sismos podem ocorrer a qualquer atura da nossa vida... mas, talvez como estratégia de defesa, pensamos que só acontace aos outros. Não me refiro aqui a sismos na estrita significação da palavra, mas a sismos num plano pessoal... que não deixam de ser arrasadores para quem se vê obrigado a por eles passar. Quando somos abalados por um sismo, a nossa vida fica marcada pelo terror... pelo medo! Tentamos esquecer... um processo tão doloroso como lento que raramente consegue ser concluido... arrancamos aos poucos... mas quando pensamos que demos passos em frente... surge uma réplica... réplica essa que nos faz lembrar tudo o quanto passamos... tudo o que sofremos... tudo o que, num ápice, desapareceu de forma irremediável... réplicas essas que surgem de mãos dadas com as nossas memórias e que... num plano estritamente pessoal não consigo vislumbrar se são as memórias que causam as réplicas se são as réplicas que despertam as memórias... talvez essa seja a menor das questões...
 
13 de julho de 2008
posted by teorias at 13:18
Tudo tem um fim... estamos todos fartos de saber isso! Nada dura para sempre e a cada minuto que passa existe um final que se aproxima cada vez mais. E claro que umas coisas terminam para que outras possam começar... nem tudo pode coexistir num mesmo momento... num mesmo contexto! Por outro lado, com o tempo, existem coisas que vão perdendo o sentido... que vão deixando de cumprir o objectivo para o qual foram criadas... como diz o poeta... "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"... e com tantas mudanças há coisas que têm que ficar pelo caminho, porque se não ficarem então como poderá haver mudança, não é? O final não é um final em si mesmo... é mais uma reformulação... uma metamorfose interna que nos permite a obtenção de novas homeostasias e equilíbrios para se poder enfrentar mais uma fase... uma outra forma de viver dando aso a novas necessidades... encerrar um ciclo para que se possa abrir outro! Acredito piamente nesta teoria pelo que tenho sido assaltado pontualmente, há já alguns meses, pela necessidade de encerrar este espaço... de mudar alguma coisa em mim! Hoje, e sensivelmente 3 anos após a sua criação, sinto que este espaço se aproxima de um final... muito ele me conseguiu dar e muito me foi dado por quem o leu... mas há coisas que são mesmo inivitáveis... e vocês sabem-no tão bem quanto eu...
 
2 de julho de 2008
posted by teorias at 21:31
Não quero ferir a sensibilidade dos outros... de todo... mas em parte pretendo dar um abanão na concepção da forma como tendemos a ver-nos na relação com os outros! Quando nos relacionamos com alguém de quem muito gostamos temos uma tendência cada vez maior de querer mais e mais até ter o todo... mas o todo raramente temos... temos sempre apenas uma parte! É que tudo se explica com o conhecimento que somos capazes de ter dessa pessoa e das expectativas que temos dela. Normalmente apenas conhecemos uma parte... mas tendemos a achar que o conhecemos todo... e como tendemos a querê-lo todo e o todo que somos capazes de abarcar é apenas uma parte, não somos capazes de o ter todo! E se nenhum de nós consegue abarcar o todo e apenas se limita a uma parte... excepções à parte, surgem problemas! Ultimamente tenho tido dificuldades em resolver parte dos problemas que ajudei a criar... mas que, de todo, tinha intenção de ver surgir. Espero que, em parte, eles se possam resolver para que seja possível continuar sabendo que nunca poderei ter o todo mas uma parte que pode muito bem ser uma parte cada vez maior... e eu acredito que sou capaz... modestia à parte!