19 de julho de 2008
posted by teorias at 16:30
A nossa vida não está imune de sofrer um sismo... de sofrer tremores de terra que nos abalam por dentro... que transformam em escombros estruturas que demoramos anos e anos a construir... que deitam por terra o que era tido como nosso e como indestrutível... sismos que abrem fendas profundas... sismos que esmagam... e esmagam muito mais do que apenas estruturas físicas. Vivemos com a consciência de que estes sismos podem ocorrer a qualquer atura da nossa vida... mas, talvez como estratégia de defesa, pensamos que só acontace aos outros. Não me refiro aqui a sismos na estrita significação da palavra, mas a sismos num plano pessoal... que não deixam de ser arrasadores para quem se vê obrigado a por eles passar. Quando somos abalados por um sismo, a nossa vida fica marcada pelo terror... pelo medo! Tentamos esquecer... um processo tão doloroso como lento que raramente consegue ser concluido... arrancamos aos poucos... mas quando pensamos que demos passos em frente... surge uma réplica... réplica essa que nos faz lembrar tudo o quanto passamos... tudo o que sofremos... tudo o que, num ápice, desapareceu de forma irremediável... réplicas essas que surgem de mãos dadas com as nossas memórias e que... num plano estritamente pessoal não consigo vislumbrar se são as memórias que causam as réplicas se são as réplicas que despertam as memórias... talvez essa seja a menor das questões...
 



7 Comments:


At 19 julho, 2008 23:48, Blogger ραтяí¢ια

gostei de aqui vir encontrar mais uma teoria... =)

não se pode esquecer um sismo, por mais que tentemos. nem tão pouco as suas consequências. mas podemos aprender a viver com elas. bem ou mal, mas da melhor maneira que conseguimos. e as réplicas surgem inesperadamente, também não sei bem como. mas surgem. e apesar de poderem ser mais devastadoras que o abalo inicial, não nos devem demover de seguir em frente. deve impulsionar-nos a seguir o nosso caminho em busca de algo "inabalável"... mas isto é só em teoria...

 

At 21 julho, 2008 03:15, Blogger Cmoon...

Então teorias estas aqui...fico feliz...
O sismo fenômeno de vibração brusca e passageira, resultante de movimentos profundos dentro de nós que é causado pela liberação rápida de grandes quantidades de energia, não gosto nem de pensar...rs...tenho pavor destes sismos, quem dirá das réplicas...
Hoje, quando vejo uma réplica se aproximando tento me fortalecer como as construções de DUBAI...pelo menos tento...rs
Adorei te ver por aqui...
:)

 

At 21 julho, 2008 22:33, Blogger Ana

Sempre gostava de saber onde foste buscar o dom de colocar em palavras ...aquilo que nos vai na alma!
Após passar por um sismo de magnitude 9...e intensidade XII, as réplicas são uma constante. Mas neste caso não adianta metermo-nos debaixo das mesas...ou ter comida enlatada e o rádio a pilhas em casa...
Mas Sr Richter e Sr Mercalli, emocionais,...sobrevive-se!

 

At 21 julho, 2008 22:56, Blogger J

Hmmm...
bem observado...
ao ler a parte final ocorreram me logo situações em que me sucedeu o mesmo... e de pensar nisso, lá surgem as "réplicas"...
a mente humana é uma coisa tramada :)
hasta*

/sentidos-in-versos

 

At 24 julho, 2008 22:13, Blogger Imperatriz Diana IV

Mas o que há a fazer depois dos sismos??

A reconstrução! Esse é o unicio caminho possivel, penso eu de que... por muito doloroso que seja começar de novo e viver com medo!!

Mas aprende-se a superar o medo! E sabes que mais? Por muitos que esses sismos nos abalem... um dia mais tarde vamos compreende-los todos... e vamos estar mais tão fortes que já nao vai ser qualquer sismo de baixa densidade que nos vai abalar!

:)

Um beijo*

 

At 25 julho, 2008 14:27, Blogger Equilibrista

Pois é,
Muitas vezes somos abalados por sismos, capazes de nos destruir todos os nossos alicerces, e também, muitas vezes, capazes de nos fazer pensar que nunca vamos conseguir construir tudo aquilo que foi destruído novamente!
o pior é que mesmo construindo alicerces bem fortes e resistentes, por vezes, nem esses são capazes de se manter!
Também é verdade que as réplicas são avassaladoras porque ainda estamos muito vulneráveis, fazendo com que o mais pequeno abalo pareça um enorme terramoto!
De qualquer forma, temos de ser sempre capazes de prosseguir, caminhar, e reconstruir o que se possa ter desmoronado, que mesmo não sendo igual, será mais forte e concerteza ainda mais belo que o anterior!

 

At 25 julho, 2008 17:40, Blogger Cátia

Como sp estás coberto de razão :) Fizeste-me lembrar tanta coisa...
um beijinho.*