8 de junho de 2008
posted by teorias at 18:25
Temos a tendência a incorporar nas nossas vidas tudo aquilo que nos rodeia. Como sabem arranjar trabalho está complicado... e quem tem acesso ao trabalho já não tem um emprego seguro e atractivo à sua espera. É difícil ficar na mesma empresa a vida inteira e o vínculo só em casos muito excepcionais consegue ser de efectividade. Nas relações amorosas parece que adoptamos esta realidade. Na maior parte das vezes parece que as relações se tratam de prestações de serviços, a curto prazo... com um vínculo precário e onde a cessação pode ocorrer ao virar da esquina.... não há compromisso e o vínculo mantém-se por uma necessidade momentânea de ambas as partes. São cada vez menos aqueles que "assinam" contracto e se assinam é a termo certo... 3, 6 ou 12 meses.. e depois a situação requer uma reavaliação e ponderação para ver se pode ser renovado... todavia, a existência de um contrato destes não implica que não exista uma recisão a qualquer altura não necessitando obrigatoriamente que se cumpra até ao fim. Quanto muito há que "dar um tempo à casa"... que depende da duração da relação. Se tiver um ano o tempo é dado sob a forma de um mês de discussões e mal-estar até à ruptura.
São cada vez menos aqueles que conseguem chegar ao contrato sem termo, a "entrarem nos quadros" das pessoas e a ficarem efectivos. Pelos vistos não faz sentido na nova realidade profissional nem relacional... para vocês faz algum sentido?
 



8 Comments:


At 08 junho, 2008 20:41, Blogger ραтяí¢ια

Bem, quanto à questão do trabalho, só posso concordar pelo que sei do mundo que me rodeia porque AINDA não posso falar por experiência própria... Mas em relação à realidade relacional, é certo que cada vez mais há mais divórcios, menos casamentos, menos contratos vitalícios e mais a curto-prazo, vulgo, "fica à experiência e depois logo se vê" mas acho que, a este nível, depende muito mais de nós e da nossa maneira de pensar... Mas o "problema" é que cada vez mais queremos assinar contratos a nível profissional e prescindir deles a nível relacional...

E quanto à reavaliação do mesmo para posterior ou não renovação, bem... descobri há pouco que existe mesmo! Não é um mito... E passa-se com a população em geral...

 

At 08 junho, 2008 20:41, Blogger Andreia

Para mim faz todo o sentido, porém acho q tens razão... infelizmente.

 

At 08 junho, 2008 22:57, Blogger Cmoon...

Teorias:
Na minha visão, não há contrato físico que estabeleça o vínculo tanto para a vida profissional quanto para o relacionamento, tudo o que conquistamos está relacionado ao entendimento pessoal, a persistência pessoal, ao carácter, a tolerância, ao respeito de ambas as partes e no que realmente queremos para nossas vidas, lógico que isso envolve muitas coisas que tb independem da gente...
No trabalho, o contrato profissional é encarar os desafios no que vc realmente se propõe a fazer, hoje, contrato é atitude, jamais esperar cair do céu, o paternalismo se foi a muito tempo, acreditar, levar a diante suas propostas e por a mão na massa é o seu melhor contrato para ser um vencedor, tanto empregado como empreendedor.
No relacionamento, o contrato físico é mera formalidade, o que conta é o contrato da lealdade com nós mesmos, com nossos princípios, nossas convicções, o respeito com nós e com o outro, o amor e não só a empolgação de estar acompanhado para não estar só (já dizia o bom e velho ditado: "antes só do que mal acompanhado") e de verdade, se importar com o outro como se ele fosse vc mesmo...(lógico que tudo isso é o mundo ideal, talvez dos sonhos, mas neste momento de minha vida eu só ficaria com alguém neste formato de contrato...rs).
Adoro suas teorias, elas me fazem pensar, refletir...
Grande beijo para ti.
*-*

 

At 09 junho, 2008 19:53, Anonymous Anónimo

Secalhar era mesmo isso que precisava =)

Vou procurar um clínica boa para fazer o tratamento.


E aproveito para dizer que infelizmente, tudo o que está neste texto é verdade, e assusta-me imenso. =(

 

At 10 junho, 2008 13:06, Blogger Joana

obrigada por teres passado pelo meu blog :)

 

At 12 junho, 2008 20:11, Blogger Imperatriz Diana IV

Infelizmente não poderia estar mais de acordo contigo!

Hoje em dia é mesmo assim... as relações pessoais, parece que já não são assim relações verdadeiras de amor, porque muitas vezes apenas se namora ou anda [como costumam dizer!] por namorar... e claro que as relações tornam-se de curto prazo...
E no trabalho... já se sabe como é! Cada vez esta pior... e não podemos fazer muito...

Beijinhos

 

At 14 junho, 2008 16:47, Anonymous Anónimo

Perguntaste-me como pode uma pessoa sentir-se feliz todos os dias e eu respondo,talvez não possamos sentir-nos felizes todos os dias,mas também não temos de nos sentir infelizes todos os dias,eu por experiência própria tive uma situação em que passava a vida a procurar a felicidade fora de mim, estava sempre a exigir dos outros o que eles não me podiam dar, ou seja achava simplesmente que a minha felicidade dependia unica e exclusivamente dos outros e depois percebi não é bem assim e estou a aprender a usar alguns mecanismos de defesa para viver bem. Gostei mt do teu blog, está mt interessante ;)

 

At 20 junho, 2008 17:53, Blogger Liliana

Infelizmente tenho que concordar contigo, preferia vir aqui contrariar a tua teoria, mas esta nova forma de vida nao me permite.
Que cada um seja capaz de exigir mais de sí e procurar melhor... só não dá para ficar a sombra da bananeira a espera que as coisas ocorram sem um minimo de esforço nosso.
Beijinhos e muitas teorias...