Há dias circulava eu com a minha viatura quando, no meu aparelho radiofónico, alguém dizia que um dos factores de aumento da violência das pessoas seria a incapacidades destes se exprimirem verbalmente. Assim, versava tal indivíduo, que como as pessoas não conseguiam transmitir, na sua plenitude, as mensagens que pretendiam… acabavam por degenerar em violência como forma de expressão e como desagrado pela incapacidade do outro o entender. Não me parece absurdo de todo… e basta sair à rua para perceber que tal assim sucede! Todas as vítimas de carjacking referem que os bandidos não conseguem proferir mais de duas palavras mas, em simultâneo, alternam-nas com murros e socos na zona abdominal daqueles que seleccionam por vítimas! Tal raciocínio induz-me a pensar que quanto maior for o meu léxico e quanto maior for a riqueza semântica das palavras que profiro, mais facilmente me expresso e menor a probabilidade de me envolver em situações embebidas de violência. No âmago da minha essência brotou desde logo a ideia que as “palavras caras” podem ser usadas pelas pessoas para evitar que todos andemos às cabeçadas e às turras… experimentem… depois digam-me alguma coisa!Ósculos e amplexos para todos
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