29 de agosto de 2006
posted by teorias at 08:56
Há palavras que não encaixam umas nas outras... há palavras que não encaixam com determinados momentos... há palavras que não encaixam com determinadas pessoas... há palavras bombásticas... há palavras que fazem sofrer... há palavras que fazem sonhar! As palavras têm poder... já todos ouvimos falar dele... “o poder da palavra”! Já todos se aperceberam de que o poder das palavras pode ser importante para seu próprio benefício... assim, hoje, todos as querem tomar de assalto e apoderarem-se delas. Como se elas fossem uma arma de defesa e não um veículo de expressão. Já não se pretende comunicar com as palavras, mas antes manipulá-las... utilizá-las desprovidas do seu significado original... abusar delas (e há tantos abusos). Os que não conseguem fazer um assalto bem sucedido (que são a maioria) utilizam palavras contrafeitas... fáceis... que compram a baixo custo e que, com facilidade, expõem e vendem como se tivessem um grande valor! Assistimos a uma autêntica banalização da palavra... moldam-se palavras na rua da vida para que elas encaixem à força em espaços... em momentos... em pessoas que não são delas! Já (quase) ninguém as respeita. São poucos os que as dizem sentidas... os que as proferem de forma sincera... mas esses sim... são os verdadeiros detentores do seu poder!
 
24 de agosto de 2006
posted by teorias at 08:59
Arranjei algum tempo para poder escrever alguma coisa. Claro que arranjar tempo é ligeiramente diferente de arranjar sal... o tempo não se encontra nos supermercados, muito menos está hoje nas montras... em saldo. Mesmo não estando lá, muita gente acaba por ter tempo para ir fazer compras. Eu não tenho tempo para nada... julgo até que o deus “kronos” conspira contra mim e desenvolve um plano maquiavélico para que o meu dia não tenha as 24 horas tal como o dia do mais comum dos mortais! Passo a vida atrasado... e isso é um atraso de vida... aquilo que era para ser feito hoje é adiado e aquilo que agora vivo parece ser o que já deveria ter vivido há um par de anos atrás... que se passa com o tempo? Na verdade o tempo já não passa... corre... e corre bem mais do que o Francis Obikuelo... a velocidade é superior àquelas que os radares da BT registam nas nossas estradas quando detectam condutores a cometer infracções muito graves! O tempo e a estrada têm muito em comum... mais do que eu algum dia imaginei. O passar (ou será que, para ser congruente, devo dizer “correr”?) do tempo, tal como a rede de estradas, mostra-nos muitas direcções... mas poucos sentidos...
 
16 de agosto de 2006
posted by teorias at 12:06
A (in)fidelidade, e a discussão em torno dela, existe desde que existem seres humanos. Sé é certo que em algumas culturas ela não tem grande valor, na cultura ocidental (onde nos incluímos) ela tem um lugar vital. Ma afinal o que significa ser fiel? Significa, no meu entender, em primeiro lugar, a capacidade de respeitar o outro, e em segundo, não colocar nunca em questão a confiança que este tem em nós! A infidelidade sempre existiu, todos o sabemos, mas falamos pouco dela. Continuamos a agir como se ela praticamente não existisse... fosse invulgar... só existisse na casa do lado!
Quase todos procuramos o amor pleno, mas neste, normalmente, a infidelidade não está presente. Na verdade nem poderia... Como pode haver amor pleno com infidelidade? O amor é entrega... e não há entrega sem confiança! Se o amor é confiança... como poderiam coexistir confiança e traição? Hoje ser fiel parece estar fora de moda... quase ninguém o é... uns justificam-se pela incapacidade de o ser... outros pela vontade de experimentar... outros ainda não encontram sequer razão… mas são-no! O que é certo é que a infidelidade corrói a confiança... e fere de morte as relações (isto para nem entrar na área dos casais com filhos)! Valerá a pena correr tal risco? Afinal de contas... a troco de quê?
 
2 de agosto de 2006
posted by teorias at 12:33

Não sei se esta teoria vale alguma coisa... contudo, tenho, nos últimos tempos, gasto algum do meu tempo a pensar no que realmente valorizo... no que valorizam os outros... no que terá mais valor... no que não terá valor algum. As conclusões a que tenho chegado são extremamente turvas. Um dos meus estímulos de pensamento sobre esta temática tem sido o filme do Woody Allen, Match point, que desde já recomendo vivamente (e não só pela bela presença da sempre formosa Scarlett Johansson). Afinal de contas, quais os valores que nos guiam e que norteiam a forma como agimos perante os outros e perante nós mesmos? Valorizamos mais o trabalho? O dinheiro? Ou tudo isto misturado com o sucesso? Será antes a família? A honestidade? Ou o prazer sexual? Valorizamos o quê? Depende das circunstâncias dirão uns... são sempre imutáveis dirão outros! Se os primeiros se arriscam a ser uma Maria vai com todos, que ao mudar de posição confessam que afinal não defendem valor algum, os segundos, por seu turno, arriscam-se a ser uns grandes mentirosos afirmando que jamais mudariam a sua posição fossem quais fossem as circunstâncias. A experiência têm-me demonstrado que cada vez menos se defendem valores e cada vez mais se muda com frequência aqueles, poucos, que se defendem (para não se falar daqueles que dizem defender, mas fazem exactamente o contrário daquilo que afirmam). Se por um lado acho que temos o direito de mudar de opinião, por outro, acho que se abusa demasiado desse direito... Não são os valores que cada um defende que mostram aos outros quem na realidade é cada um? Bem hajam aqueles que firmemente são capazes de se manter fieis aos valores que os norteiam não se esquecendo apressadamente de quem são. Concluo assim que valorizo, nas relações que estabeleço, saber adequadamente com quem me relaciono e com que posso ou não contar... e vocês, valorizam o quê?