
Não sei se esta teoria vale alguma coisa... contudo, tenho, nos últimos tempos, gasto algum do meu tempo a pensar no que realmente valorizo... no que valorizam os outros... no que terá mais valor... no que não terá valor algum. As conclusões a que tenho chegado são extremamente turvas. Um dos meus estímulos de pensamento sobre esta temática tem sido o filme do Woody Allen, Match point, que desde já recomendo vivamente (e não só pela bela presença da sempre formosa Scarlett Johansson). Afinal de contas, quais os valores que nos guiam e que norteiam a forma como agimos perante os outros e perante nós mesmos? Valorizamos mais o trabalho? O dinheiro? Ou tudo isto misturado com o sucesso? Será antes a família? A honestidade? Ou o prazer sexual? Valorizamos o quê? Depende das circunstâncias dirão uns... são sempre imutáveis dirão outros! Se os primeiros se arriscam a ser uma Maria vai com todos, que ao mudar de posição confessam que afinal não defendem valor algum, os segundos, por seu turno, arriscam-se a ser uns grandes mentirosos afirmando que jamais mudariam a sua posição fossem quais fossem as circunstâncias. A experiência têm-me demonstrado que cada vez menos se defendem valores e cada vez mais se muda com frequência aqueles, poucos, que se defendem (para não se falar daqueles que dizem defender, mas fazem exactamente o contrário daquilo que afirmam). Se por um lado acho que temos o direito de mudar de opinião, por outro, acho que se abusa demasiado desse direito... Não são os valores que cada um defende que mostram aos outros quem na realidade é cada um? Bem hajam aqueles que firmemente são capazes de se manter fieis aos valores que os norteiam não se esquecendo apressadamente de quem são. Concluo assim que valorizo, nas relações que estabeleço, saber adequadamente com quem me relaciono e com que posso ou não contar... e vocês, valorizam o quê?