2 de julho de 2008
posted by teorias at 21:31
Não quero ferir a sensibilidade dos outros... de todo... mas em parte pretendo dar um abanão na concepção da forma como tendemos a ver-nos na relação com os outros! Quando nos relacionamos com alguém de quem muito gostamos temos uma tendência cada vez maior de querer mais e mais até ter o todo... mas o todo raramente temos... temos sempre apenas uma parte! É que tudo se explica com o conhecimento que somos capazes de ter dessa pessoa e das expectativas que temos dela. Normalmente apenas conhecemos uma parte... mas tendemos a achar que o conhecemos todo... e como tendemos a querê-lo todo e o todo que somos capazes de abarcar é apenas uma parte, não somos capazes de o ter todo! E se nenhum de nós consegue abarcar o todo e apenas se limita a uma parte... excepções à parte, surgem problemas! Ultimamente tenho tido dificuldades em resolver parte dos problemas que ajudei a criar... mas que, de todo, tinha intenção de ver surgir. Espero que, em parte, eles se possam resolver para que seja possível continuar sabendo que nunca poderei ter o todo mas uma parte que pode muito bem ser uma parte cada vez maior... e eu acredito que sou capaz... modestia à parte!
 



9 Comments:


At 03 julho, 2008 10:02, Blogger Carlota

humm, mas não será o todo maior que a soma das suas partes??
Teorias,li o teu post, e como sempre gostei bastante...pensei deixar um comment e é o que estou a tentar fazer, mas, ainda é relativamente cedo e falta-me o café...sorry, ainda não estou a funcionar correctamente, o «motor cerebral» ainda está em aquecimento... volto depois, para terminar o raciocínio;)

cump's

 

At 03 julho, 2008 10:24, Blogger Lids

Gostamos de acreditar que conhecemos o todo das pessoas que gostamos, mas o facto de apenas conhecermos uma parte e ter sempre coisas novas para descobrir é que torna as relações humanas tão maravilhosas... e as pessoas interessantes mais interessantes porque têm sempre mais alguma coisa para nos mostrar.

 

At 04 julho, 2008 21:02, Blogger Cmoon...

Teorias
Gostei do seu post, muito complexo e muito interessante...poderia dizer algumas coisas sobre este tema, mas acho que a "lids" foi boa na sua colocação, gostei do comentário...penso tb assim.
Penso ainda, que as pessoas devem estar por inteiro nas relações, pois os tempos mudaram e a nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. "Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades". Li em algum lugar esta frase e gostei do seu significado, mais forte...rs
Beijos para ti.
*-*

 

At 04 julho, 2008 21:11, Blogger ραтяí¢ια

Há sempre partes em nós que desconhecemos. E como tal, há sempre partes de nós próprios que só a nós pertencem. Não temos o todo de uma pessoa. Mas pensar que temos a sua melhor parte é bom! E que, do mesmo modo, damos nós também a nossa melhor parte!

Boas teorias! ***

 

At 04 julho, 2008 21:48, Blogger Cátia

"Nobody really knows anyone" ;)
beijinho*

 

At 06 julho, 2008 15:00, Blogger Ana

È complicado não é?
Tudo depende também de que parte é que conhecemos e das partes que ainda faltam conhecer...bem como falta saber a parte que nos damos a conhecer...e as partes que reservamos...e por que motivo as reservarmos!
Um brinde às complexidades dos relacionamentos humanos

 

At 07 julho, 2008 20:01, Blogger Equilibrista

Foi o primeiro post que li do teu blog, e gostei bastante!
É verdade que nunca temos o todo de uma pessoa, e também é verdade, como disseste, que quanto mais gostamos de uma pessoa, mais queremos abarcar o mais possível dela... e isso trás chatices, desilusões e tristezas...
Mas também temos de respeitar o que os outros nos querem dar... e até onde eles querem q os conheçamos!
Concordo com a patricia e com a lids também! =)

Bem, parece que me vou entreter a ler as tuas demais teorias!!

**

 

At 08 julho, 2008 20:56, Blogger Imperatriz Diana IV

E eu acredito que consegues! :)

[As pessoas nunca mostram tudo e aí é que está a parte interessante... a outra parte é para se ir descubrindo... e depois ou se gosta mais ou menos!]

*

 

At 09 julho, 2008 17:34, Blogger J

Hehehehe... gostei. Gostei da forma como escreveste :D
e sem dúvida concordo...
lembrei-me até de um texto que falava da antiga concepção das relações (amorosas) como sendo a busca da outra metade que completa a nossa "fracção"... quando na verdade é melhor procurar fracções inteiras que nos completem sem se fundirem...

(lol tou a divagar?? :P)

cumprimentos*

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