Mas afinal o que é isso das competências sociais? Será que são aquelas competências que nos fazem ser, sentir ou apelidar de sociáveis? Há dias, em conversa com uma amiga, acabamos por descobrir que somos socialmente difíceis... seja lá o que isso for! Não é uma descoberta que se faça por acaso, nem uma descoberta com a qual concordemos, mas antes uma constatação daquilo que os outros conseguem ver em nós! É claro que isto me levanta algumas questões... em primeiro descobri que não sou considerado anti-social, mas antes uma pessoa sociável... o que aparentemente é positivo... mas só aparentemente, porque uma coisa é ser sociável outra bem diferente é ser socialmente difícil. Socialmente difícil, pelos vistos, é alguém que socializa de uma maneira demasiado complicada que deixa os outros com a sensação que estão de volta aos bancos da escola primeira perante um problema difícil e para o qual não vislumbram solução! Depois disto fico sem saber se não será melhor passar a ser anti-social de modo a não desfazer em água a cabeça a estes pobres desgraçados (um acto de generosidade da minha parte... ficar-me-ia bem!)! Mas não, não vou por aí... parece-me mais adequado cultivar os meus relacionamentos “socialmente difíceis”, para quem quiser aceitar o desafio e, nessa dialéctica, promover o meu (e o seu) desenvolvimento... em simultâneo, deixar de me relacionar com essas pessoas... socialmente básicas... parece-me sensato!