4 de outubro de 2005
posted by teorias at 08:52
Desde sempre me ensinaram que a esperança é a última a morrer... é pena!
Vezes há em que seria melhor que ela morresse logo no início e nos poupasse do martírio da espera de algo que não acontecerá jamais. Mas nós ainda acreditamos e, enquanto o fazemos, vivemos agarrados a uma esperança que nos impede de seguir o nosso caminho, que nos impede de prosseguir a nossa vida. Então esperamos... esperamos na esperança de ter o que desejamos... de ter o que já tivemos! E, enquanto esperamos, sofremos... perdemos oportunidades... deixamos de viver...
Desde sempre me ensinaram a ter esperança, mas ninguém me ensinou o que fazer para não ter esperança nenhuma... Não me recordo de nenhum momento da minha vida em que tenha sido feliz por apenas ter esperança... simplesmente por a ter... acho que isso não faz, por si só, nenhum ser humano feliz. Pelo contrário... enquanto a têm muitos sofrem e sofrem muito ao longo de tamanha espera.
Nestes últimos dias tenho tentado alimentar a esperança de que um dia consiga não ter esperança alguma... talvez não consiga... (porque) tenho esperança!
 



3 Comments:


At 11 outubro, 2005 11:57, Blogger teorias

Ainda não descobri a fórmula, nem sei como "apagar" as nossas esperanças... mas ultimamente tenho optado... pela convicção! Prefiro agarrar-me á convicção do que me agarrar à esperança.

 

At 17 junho, 2007 02:29, Blogger RC

Não nos faz felizes mas faz-nos humanos.
Ter esperança é só acreditar que alguma coisa possa acontecer. Se soubessemos de tudo e não se precisasse de ficar na dúvida e manter a esperança qual era a piada?

Gosto de criticar teorias,não por maldade mas por achar que tudo é muito relativo...Há muitas teorias que só crescem quando refutadas!!
Só quero ajudar ;)

 

At 08 janeiro, 2008 21:06, Blogger Rita

Acho que a esperança tem muito a ver com a nossa gestão de expectativas, o que é, só por si, uma questão muito complexa, porque, não raramente, elas são algo que se vai adensando, agigantando sem que tenhamos mão nelas. Quando, depois, nos vemos confrontados com a desilusão por não termos conseguido fazer-lhes justiça, o resultado é desastroso, daí que concorde, em certa medida, que era bom partirmos para as coisas sem esperar nada, até porque me parece que não é justo fazer essa exigência. A ninguém. Nem a nós, nem aos outros. Não é legítima.