10 de outubro de 2005
posted by teorias at 09:02
Grande parte das pessoas trava esta batalha todos os dias... Lutam silenciosamente contra um sem número de medos que as invadem, que as sufocam, que as limitam... que as matam em cada dia que passa! Não é uma guerra fácil de fazer, e muito menos fácil de vencer... é que os medos têm a sua origem dentro de cada um... e, assim sendo, o inimigo somos nós próprios! Como lutar contra os medos que nós próprios criamos? Como lutar contra os medos que nós mesmos alimentamos todos os dias? Diria que esta é uma situação intensa e desgastante porque na maior parte das vezes não somos capazes de admitir que temos medo... e se não temos medo não podemos lutar contra ele. Outras vezes sabemos que temos medo, mas é mais fácil fazer de conta que não se o tem... em ambos os caso sofre-se e sofre-se muito... temos um inimigo que ataca e nós não ripostamos nem um bocadinho à medida que somos destruídos. Quando temos alguma coragem admitimos os nossos medos, não posso dizer que isso não nos faça sofrer, mas ao admiti-lo sabemos que temos um adversário... um adversário que tivemos o poder de criar e que, como tal, temos de encarar como um adversário que temos o poder de destruir... E agora, alguém é capaz de assumir que tem medo? É que depois é a luta pelo domínio... dominámos o medo... ou somos dominados por ele!
Ok... habituemo-nos ao(s) medo(s)...a convier com ele(s), a deixá-lo(s) lá no cantinho mais fundo (apesar de, inevitavelmente, e constantemente, ele vir à tona)! Como empurar o lixo para debaixo do tapete e esperar que, da próxima vez que o levantarmos, não o voltarmos a encontrar lá...
Só o mestre conhece "todas" as fraquezas do aprendiz!
Podemos destrui-lo, destruindo também um pouco de nós...
Os medos só nos protegem. São bons enquanto não se tornam inimigos e se mantêm nossos aliados.
O problema é quando os medos são algo de indefinido e intocável, no sentido de não terem contornos precisos, palpáveis, quando nem nós próprios somos capazes de lhes traçar o perfil. Por outro lado, importa não esquecer o cariz de sobrevivência que, originalmente, o medo comporta, em si. É um instinto protector, na sua forma mais básica, e poderá tornar-se destruidor, quando se torna impossível de ser controlado pelo sujeito. Quer-se q.b., como tudo, o medo.