Quem nunca sentiu a sua vida como um amontoado desconexado de acontecimentos onde a continuidade da narrativa pessoal é de todo impossível? Onde não se consegue vislumbrar a segurança de ter alguma certeza relativamente ao futuro... onde a satisfação de viver já existiu mas parece cada vez mais difícil o seu retorno e a memória do que essa satisfação foi um dia parece estar lá longe... tão longe que achamos que se calhar nem existiu... e que a sua lembrança nada mais é do que a construção criativa do nosso cérebro! No meio desse turbilhão emocional surge, quase sempre, a necessidade de introduzir um “ruído” capaz de fazer ressurgir algo que há muito se desvaneceu... a esperança! A esperança de voltar a sorrir, ainda que isso represente uma fracção muito pequena de alegria quando comparada com a felicidade tida outrora como inabalável, inatingível e eterna. Há uns meses atrás apeteceu-me mudar alguma coisa na minha vida por isso comprei uma casa (pequena... mas é minha!)... estou em processo de mudança e muito, mas mesmo muito, ocupado a tentar resolver milhentos problemas que a burocracia e a incompetência que reina no nosso país me levantam. Voltarei, em breve, a comentar os blogs dos (muito) poucos, mas fiéis que me lêem...Apeteceu-me mudar... e como uma pessoa me disse há uns meses quando a conheci... não tem de haver razão... a única razão foi porque me apeteceu...

