30 de dezembro de 2006
posted by teorias at 15:18
Não sei se esta teoria será oportuna... mas há uns dias que não consigo deixar de pensar na célebre frase de Einstein que diz que “Deus não joga aos dados”... Talvez as coisas não surjam ou aconteçam apenas por acaso... talvez elas tenham um propósito! Assim sendo, cada acontecimento novo pode ser visto como uma ameaça ou uma oportunidade. Se entendermos que estes podem ser uma oportunidade (desculpem a minha postura tendenciosa pela oportunidade) o que nos leva a desperdiçá-los, como todo o seu potencial para melhorar as nossas vivências? Quantos de nós já não desperdiçamos oportunidades? Quantos de nós não continuam a desperdiçar? É estranho pensarmos, sobretudo, nas situações em que vivemos descontentes e uma oportunidade de mudança nos surge como por milagre... uma reacção normal, parece ser rejeitá-la... ficando nós agarrados à nossa vida, que gostaríamos de ver mudada, mas que, por razão contrária à nossa vontade, lutamos por manter! As oportunidades só o são de facto se surgirem e forem alimentadas... todas aquelas que surgem e morrem à nascença não passam de simples acontecimentos banais. As oportunidades dependem da nossa vontade... e quando não se quer não há oportunidade alguma que surja. Elas só existem nos olhos de quem as vê! Todos aqueles que vivem agarrados aos acontecimentos anteriores e às formas tradicionais do seu funcionamento não terão oportunidade alguma, não porque elas não possam surgir, mas antes porque estes não estão na disposição de as alimentar... As oportunidades de vida, são sobretudo, aquelas que nós temos a capacidade de dar a nós próprios. Como também Einstein nos disse “a vida é como andar de bicicleta, é preciso andar em frente para manter o equilíbrio”!
 



10 Comments:


At 31 dezembro, 2006 10:42, Blogger eu mesma

Eu acho que esta teoria é muito oportuna neste início de ano que se aproxima!

Na minha opinião o "acaso" é relativo, depende da importância de damos às coisas, como tu tão bem descreves.

As oportunidades surgem todos os dias, basta estar atento... e ter coragem ou pelo menos vontade de mudar alguma coisa.

Que 2007 seja repleto de oportunidades, e que tenhamos atenção a elas!

Feliz Ano Novo!

PS1- vá lá, podes fazer tua a minha promessa de ano novo, eu deixo..LOL

 

At 03 janeiro, 2007 18:23, Blogger ruth ministro

Estimado Teorias, permite-me discordar.
Não me parece que as oportunidades o sejam na sua plenitude apenas quando são "agarradas" pelo indivíduo. O facto da pessoa não querer seguir a oportunidade confere-lhe o poder de escolha, de livre arbítrio. A mudança desenvolvimental pode ocorrer em ambas as situações: naquela em que a pessoa escolhe seguir a oportunidade e naquela em que a pessoa escolhe não a seguir. A mim parace-me que este processo de escolha não é de todo passivo para o indivíduo, mas antes implica posicionamento perante a oportunidade em questão.

Benvindo a 2007 :) Beijos

 

At 04 janeiro, 2007 08:57, Blogger teorias

Eu mesma... obrigado! Concordo plenamente… muitas vezes é uma questão de vontade e de motivação! O lema é muito bom e, de certa forma, vai ao encontro daquilo que exponho nesta teoria ;)

Beijinhos e bom 2007

Querida utzi, obrigado pelo comentário tão oportuno! Contudo, julgo estarmos mais de acordo do que em desacordo nas posições que assumimos. Concordo plenamente que cada um tem um papel activo... e é por isso que cada um tem a capacidade de alimentar as oportunidades que lhe surgem! É claro que cada um pode também escolher perante cada oportunidade... mais um sinal do papel activo do indivíduo e que eu não escamoteei de todo! Se preferes analisar a situação pela perspectiva desenvolvimental (não tendo sido esta a minha opção) acabo por concordar que a escolha em si, seja ela qual for, poderá contribuir para o desenvolvimento de quem escolhe. Mas, levando a perspectiva ao absurdo, não escolher pode promover também o desenvolvimento da pessoa que escolhe não escolher nada! Perante cada escolha, o desenvolvimento pessoal de quem opta está quase que inerente à situação e esta, sim, acaba por estar embebida num processo construtivo a nível pessoal... Entrar para a faculdade pode ser promotor, de um certo modo, do desenvolvimento de um adolescente... começar a trabalhar pode ser promotor do desenvolvimento desse mesmo adolescente mas de modo diferente! Opções diferentes, experiências distintas... desenvolvimentos desiguais! Mas eu, no fundo, não me referia a estes aspectos que me parecem por nós, mais ou menos, comungados, mas antes à incongruência latente entre aquilo que tendemos a verbalizar quando estamos insatisfeitos e ao comportamento que tomamos perante situações encaradas como oportunidades. Oportunidades essas que vão, sobretudo, ao encontro daquilo que verbalizamos como sendo o que pretendemos para nós. Outras opções, embora potencialmente capazes de promover o nosso desenvolvimento, não nos levam, à partida, na direcção que afirmamos procurar... As oportunidades estão nos olhos de quem escolhe vê-las (mais uma vez o ser humano no centro de todo o processo)... mas, como é lógico, haverão pessoas que escolhem não as ver...
Cada um de nós tem, e ainda bem, a possibilidade de escolher... parecem é existir, para cada um, umas escolhas melhores do que outras... cada um que escolha quais as que o são para si!

Beijos e bom 2007

 

At 04 janeiro, 2007 10:48, Blogger ruth ministro

Desculpa querido, mas não acredito nas "não escolhas". Tudo na vida é feito de escolhas que implicam sempre a tomada de decisão sobre a oportunidade específica. A ambivalência entre sentimentos ou necessidades verbalizadas e comportamentos adoptados durante e após a tomada de decisão (que parecem levar o indivíduo por caminhos contrários aos que procura), só mostra que de facto a mudança desenvolvimental ocorre e as necessidades em questão tomam outros contornos. O ser humano está em constante dinâmica e (re)construção, por isso as suas necessidades, motivações e escolhas também o estão. É precisamente esse processo de encontrar sistematicamente o equilíbrio perante aquilo que chamas "incongruências", que promove o desenvolvimento pessoal. Eu não acredito que o indivíduo escolha não ver as oportunidades de mudança, penso em vez disso, que ele as vê e escolhe a direcção da mudança e o momento certo de a fazer e que em todo este processo a mudança em si (ainda que inconsciente) já está implicada... ;)

Tantos beijinhos que eu te deixo só por me fazeres escrever estas coisas todas... eheheh :P

 

At 04 janeiro, 2007 15:34, Anonymous Anónimo

Isto é que vai para aqui um imbróglio … hehehehe

Beijinhos
ET

P.S. Isto de querermos que os outros pensem o que queremos tem muito que se lhe diga. Ai tem, tem!!! :)

 

At 05 janeiro, 2007 08:47, Blogger teorias

Tás desculpada utzi! As “não escolhas" são, para mim, uma escolha por si só! Posso escolher não escolhendo... e isso, para mim é uma escolha também! É claro que o ser humano é um ser em mutação constante, em reformulação permanente... mas isso eu não contesto de forma alguma! Também concordo que é a procura permanente do equilíbrio que promove o desenvolvimento. Mais uma vez considero que estamos mais em acordo do que em desacordo. Divergimos apenas na ideia de que o ser humano é capaz de agir de forma diferente daquilo que verbaliza (e isto não tem directamente a ver com a reformulação constante e a procura do equilíbrio que, indirectamente, lhe estará sempre associada), perdendo oportunidades que lhe permitiriam aproximar daquilo que diz procurar mesmo depois de ter optado por não escolher agarrar a oportunidade que lhe surge. Julgo ter muito mais a ver com a resistência à mudança, com o medo do desconhecido. Eu quero, e digo que sim, mas no fundo nem sei bem se assim o é! Vacilamos, perdemos a certeza, quando a realidade se aproxima daquilo que tanto ambicionamos em abstracto. Porventura, mais um dos paradoxos (já não usava esta palavra há algum tempo) da vivência humana... digo eu!

Tantos beijinhos eu te retribuo por me “obrigares” a procurar constantemente o meu equilíbrio reformulando-me e reformulando as minhas teorias ;)


Não vai imbróglio nenhum et, apenas vai uma discussão animada, à qual tu te acabaste de juntar, de certa forma!

Beijos

 

At 05 janeiro, 2007 11:34, Anonymous Anónimo

Eu?!?!
Eu não me juntei a nada.... não me metas ao barulho que eu estou aqui "'sogadita" no meu planeta! :)

bj
ET

 

At 05 janeiro, 2007 12:25, Blogger teorias

et, sabes bem que este é um espaço de discussão... e és sempre bem-vinda às discussões em que queiras participar! As tuas participações e comentários têm sido fonte de desenvolvimento das teorias em particular e de todo o blog no geral! Por isso, o teu comentário é sempre uma mais-valia... e que eu muito aprecio.

Mil beijos te deixo por me "obrigares" a pensar e a repensar tudo o que eu sei (que não é muito) sobre o comportamento humano!

 

At 08 janeiro, 2007 20:20, Anonymous Anónimo

que engraçado encontrar aqui um post paralelo ao meu, mas este com escrita mais refinada e mais conciso..

ou seja, digamos que MELHOR que o meu...lol

parabéns por te explicares tão bem e defenderes ainda melhor... eu percebi-te logo no post e voltei a confirmar que tinha percebido com as respostas que deste à utzi... engraçado que acho que estão a falar de coisas ligeiramente diferentes e que no fundo têm a mesma opinião...lol

jinhos

 

At 09 janeiro, 2007 09:01, Blogger teorias

tatoia, obrigado pelo teu comentário tão simpático. Ainda bem que gostaste do que escrevi. Ficarei a aguardar que voltes e comentes de forma tão elogiosa, mas possivelmente tão imerecida, aquilo que escrevo.

Beijinhos