At 14 janeiro, 2008 23:28, Rita
Acho que acima de tudo essa necessidade está relacionada com a necessidade de sentir algum poder de controlo do mundo à nossa volta, de apreender o que nos circunda, de sentir que pertencemos (ou não) a determinado contexto, que estamos integrados (ou não) nele, etc. O conteúdo informativo pouco ou nada parece interessar, é mais o peso das referências com que nos podemos (ou não) identificar.
E depois há todos os aspectos de massas do colectivo e aí os fenómenos, muitas vezes, funcionam e alastram-se de um modo assustadoramente descontrolado, parecendo não ter qualquer tipo de regras orientadoras ou, pelo menos, normas que possamos apreender, que nos sejam perceptíveis. No fim, o que há é um grande caos, mas um caos com uma ordem própria que o faz funcionar, ainda que à sua maneira.
No fim de contas, a possibilidade de se estar permanentemente informado, pelo menos com recurso aos meios que abordaste, tem efeitos e contornos muito perniciosos.