16 de novembro de 2005
posted by teorias at 12:52

Esta teoria continua a intrigar-me profundamente... não queria que assim fosse, acreditem... já pensei em abandoná-la por pensar que não mais perceberei o género feminino... mas a curiosidade e a vontade de perceber entranham-se nas mais recônditas paragens do meu pensamento... e como diz o velho ditado: “ se não os vences, junta-te a eles”. Por isso aqui fica mais uma tentativa teórica de explicação da escolha sistemática do sapo pelas mulheres. À primeira vista poderia tratar-se de um problema de miopia... mas depois de consultar uns bons livros de oftalmologia verifiquei que a incidência é bem menor nas mulheres do que aquela que prevalece na escolha quase doutrinária pelo sapo. Numa segunda análise poderíamos supor que se trata de um entendimento racional das mulheres ao acharem que é impossível terem já encontrado o seu príncipe perfeito... quando a esmola é grande, a mulher desconfia... e todos nós (homens) sabemos (e já sentimos) o quanto elas são desconfiadas! Mas não me parece que seja por aí... Assim, resta-me considerar a hipótese que não é o príncipe encantado aquilo que elas procuram... sim, sei que esta posição é polémica e que as mulheres não concordam com ela... mas deixem-me fundamentar. Se fosse realmente o príncipe, elas conheceriam bem as suas características e não teriam dificuldades em identificá-lo... mas têm! Se fosse mesmo o príncipe elas, depois de o encontrarem, não o trocariam por nada... mas trocam! Se fosse o príncipe o principal objectivo das mulheres elas comportar-se-iam como princesas... mas não... na maior parte das vezes comportam-se como bruxas e, nesse caso, o sapo assenta-lhes muito bem...
 



4 Comments:


At 17 novembro, 2005 12:34, Blogger teorias

Ok et... devo concordar que este tema é unânime e, como tal, não sou, de todo, o único a debruçar-me sobe ele! Quanto às minhas palavras serem algo machistas... preferia chamar-lhe provocatórias. Mas acredito que possam ser vistas dessa forma e nós, quer queiramos quer não, somos influenciados pela cultura em que estamos inseridos... e a portuguesa é por demais machista (e grande parte das mulheres não são excepção ao machismo). Quanto à questão de alguns se julgarem principes de determinadas princesas... isso já é outra questão (mas também acontece). O que se passa... e o que me causa estranheza é perceber que existem princezas que reconhecem o principe... que olham para ele e lhe dizem que era o principe ideal para elas mas, sem saberem porquê, vão escolher um sapo. Que elas sabem, e o dizem, não ser o ideal... mas que não podem deixar de escolher assim! Respeito, mas não percebo... a não ser que considere que elas não procuram o principe (desculpa a generalização, mas olha para ela como provocatória)... e aí o sapo fica-lhes bem... por ser isso que procuram... gostava era que o assumissem! Concordo que os sapos de uns são os principes de outros... mas nem vou entrar por aí pois isso "dava-nos pano para mangas". Talvez até possa sair daí outra teoria ;)

 

At 21 novembro, 2005 17:32, Blogger teorias

As princesas baralham-se? Como quem baralha um baralho de cartas? Nesse caso os principes devem começar a jogar os seus trunfos... a cortar todas as jogadas que valham pontos e estar atentos à batota!
Querida amm... lamento desiludir-te também... mas não pretendo compreender as mulheres. Apenas quero compreender porque é que não as compreendo!

 

At 17 junho, 2007 02:47, Blogger RC

Eu como "gaja" que sou tenho a dizer que nem eu às vezes me percebo. E também não sei porquê...

Conselho: Faz como eu, caga nisso!

 

At 08 janeiro, 2008 21:11, Blogger Rita

A questão são, mais uma vez, as expectativas depositadas nessa busca incessante e infinita. Por outro lado, convém não esquecer que o ideal de príncipe ou princesa é, como convém, extremamente vago, há-o para todos os gostos e feitios e será, precisamente, esse factor, um aspecto que em muito contribui para esse saltitar incessante, sem nunca se sentir satisfação e tranquilidade plenas. Tudo porque, à partida, não foi o sapo, humano, que se idealizou, mas algo que não é concreto e, como tal, não é conhecível.