Todavia, permitam-me concordar com a afirmação... de olhar para a memória como um mecanismo castrador da felicidade... como um mecanismo que prende e aprisiona e não que liberta... como um fardo, por vezes imenso, que cada um de nós, de forma hercúlea, terá de carregar até ao fim dos seus dias... Como seremos felizes se não esquecermos? Como poderemos evoluir se não esquecermos? Há que libertar espaço... há que libertar energias... há que estar disposto a novos investimentos para esse espaço e para essas energias! Julgo que nos últimos tempos, tal como muita gente, me tenho esquecido de esquecer muita coisa... Espero, e porque gosto de estar feliz (sim, estar e não ser, baseado-me na teoria da felicidade), que ao menos esteja de boa saúde!

