Marcel Archand disse no século passado que “o maior preço que se pode pagar por alguma coisa é ter que pedí-la”. Não será fácil ter de, desesperadamente, pedir aquilo que tanto se quer, pois, ao fazê-lo, fica-se refém de quem nos vende. Tudo tem um preço e nem sempre dá para, tal como na publicidade, se ter o que se quer a um preço mini... às vezes paga-se caro. Outras vezes existem em que entramos numa linha de contenção... nada vale o mínimo cêntimo... e o melhor é não fazer qualquer tipo de investimento até alinhar as finanças. Espera-se talvez pelos saldos para se comprar o que se quer por metade do preço. Pasmem-se até, mas há alguns que conseguem... outros chegam lá e já só encontram o sítio pois, aquilo que queriam... já lá não está... houve um outro alguém que deu mais e primeiro... e foi esse que levou!Quando queremos algo para nós tendemos a olhar para a embalagem, ver se nos agrada... deixamo-nos ir pelas estratégias de marketing e criamos necessidade de comprar. Nem sempre nos interessa o que é melhor, mas antes o que aparenta ser melhor... não tendemos a seguir o critério que consideramos mais fiável mas antes aquele que nos deslumbra a vista... e compramos... compramos até ao ponto que levarmos “gato por lebre”...compramos algo que não precisávamos de todo. Vivemos nesta constante dialéctica de saber comprar no tempo oportuno e não perder a oportunidade de ter aquilo que se quer... de se poder ter acesso ao que se necessita e não comprar algo que não se precisa de todo... tudo isto me parece importante pois já o disse James Joyce... “tudo é caro demais quando não é necessário”...


