12 de fevereiro de 2007
posted by teorias at 09:07
Todos procuramos alguém que, de certa forma, preencha as nossas necessidades… idealizamos o que para nós seria a pessoa ideal… encontramo-la (outras vezes não!) e, mesmo depois de a encontrar, as coisas podem continuar a não bater certo sem que saibamos bem porquê! Talvez porque nos esquecemos de valorizar dois aspectos bastante importantes. Em primeiro lugar desprezamos que a pessoa que vemos é diferente daquilo que ela realmente é… nós vemos através do nosso filtro... e este é pautado pela expectativa e pela idealização… assim, a pessoa é o que nós queremos que ela seja… mas não aquilo que ela, na verdade, é! Em segundo lugar porque quando duas pessoas se unem surge um novo elemento… um terceiro componente que não pode nem deve ser negligenciado… que é a relação entre os anteriores dois. Esta relação não é o somatório das características individuais das pessoas que a formam, mas antes um factor independente, com características próprias. Nas ciências humanas, um mais um é sempre igual a três… contrariando-se a lógica aritmética que rege o mundo que nos rodeia… com as pessoas a linearidade não é aplicável… se quisermos “ler” pessoas e interacções temos de nos desprender do raciocino causa-efeito a que estamos habituados! Talvez, muito do que constitui a relação seja uma construção bafejada pelo acaso... e parte dela rui quando queremos ou tentamos compreender como ela funciona...

*(baseada na teoria original de Phillipe Caillé)
 



5 Comments:


At 12 fevereiro, 2007 21:49, Blogger eu mesma

No que diz respeito a esta teoria concordo plenamente com a última afirmação: não vale a pena entender porque é que as relações funcionam (ou não..). Racionalizar as coisas é meio caminho andado para que elas deixem de funcionar.

Depois, permite-me que discorde em parte da afirmação de que procuramos alguém que preencha as nossas necessidades. Por experiência própria, eu sou apologista de que devemos ser totalmente independentes em relação à outra pessoa... primeiro porque isso não cria dependência (com tudo de mau que isso implica), depois porque podemos ser nós próprios, em pleno.

Nada como aprender a estar sózinho para depois podermos partilhar a nossa vida com alguém...acho que só assim é que as coisas resultam mas, claro, isto é só a minha opinião.

É que se estamos à espera que os outros nos dêem aquilo que não temos...

Jokinhas

 

At 13 fevereiro, 2007 13:56, Blogger ruth ministro

Totalmente de acordo contigo. A relação é um conceito dinâmico, com uma vida muito própria, um modo de funcionamento diferente daquele que os dois elementos que a compõem tinham antes de se unirem. A relação constrói-se como elemento singular, idiossincrático e que leva à reconstrução dos próprios indivíduos que se relacionam.

E mesmo que não concordasse teoricamente com este texto, na prática concordaria sempre porque não acho piada nenhuma a contas certas! 1+1=3 parece-me muito bem heheh:p

Beijinhos :)

 

At 13 fevereiro, 2007 23:25, Blogger sHot

Nunca tinha pensado em dar uma expressão matemática à coisa, mas faz todo o sentido!

Espero por mais teorias para me iluminar! lol

Beijinhos

 

At 19 fevereiro, 2007 10:09, Blogger eu, do alto do meu salto

"...nós vemos através do nosso filtro... e este é pautado pela expectativa e pela idealização..."

Ás vezes basta-nos isso... outras vezes não!
Beijos

P.S. Agora percebo quando uma certa pessoa diz que não vale a pena compreender como funciona determinada relação!

 

At 19 fevereiro, 2007 18:38, Blogger teorias

eu mesma... obrigado por discordares... é a discussão que permite a evolução das ideias!
bjs

utzi... obrigado por concordares... é no reflexo das nossas ideias nos outros que nós percebemos que elas podem ter algum sentido.
Beijo

shot... mais teorias virão... não sei é se serão luminosas!
bjs

amm... fico-me por aqui... além do universo parece-me mt longe... :D
beijo

dona do "stander"... às vezes nada nos basta... noutras tem mesmo que bastar!
Beijo gd