At 05 dezembro, 2005 08:54, teorias
Sabes Psias... a idealização, realmente, está presente em todos os investimento que fazemos... também acho natural que isso aconteça... o que me incomoda é a dificuldade de percebermos e descodificarmos a realidade... de compreendermos onde esta termina e onde começa a nossa idealização. Esse é o processo que nos baralha a estrutura pessoal... que nos obriga a parar e a reorganizar o mais próximo possível da realidade humanamente partilhada.
O sonho é extremamente compensador a nível emocional... normalmente não sonhamos com coisas que não nos sejam favoráveis... daí ser tão fácil deixarmo-nos levar pelos fortes ventos de felicidade que nos sacodem cada vez que sonhamos... e ao mesmo tempo ser tão difícil guardar na nossa memória os momentos bons que vivemos... é que isso implica aceitar que “acordamos”... sabendo que os ventos de felicidade deixaram de soprar...
At 09 dezembro, 2005 15:24, teorias
Lamento contrariar-te Esteleve, mas os sonhos também nos abandonam! Eu já tive um... e ele abandonou-me! Eles têm a capacidade de nos raptarem a razão... de nos reterem no esconderijo da fantasia... mas depois de "pago" o resgate... libertam-nos na mais real das realidades! O mais estranho é que mesmo depois de eles se irem embora, e de perceberemos que não passou de um sonho, continuamos a acreditar neles...
O sonho comanda a vida (já coloquei neste blog as estrofes do poeta) e eu quero continuar a sonhar... mas mais consciente dos riscos de tal atitude!