16 de dezembro de 2005
posted by teorias at 10:55
Bem sei que o nome da teoria tem 100 anos e que não é da minha autoria... mas não se preocupem que não me debruçarei sobre a curvatura do tempo e do espaço, nem com a explicação da órbita irregular de Mercúrio pois, embora me maravilhe com a física, deixo estas reflexões para aqueles que realmente sabem.
A reflexão que vos quero apresentar prende-se com a capacidade que temos de agir perante algumas situações da nossa vida de um modo completamente imprevisível... vezes há, até, que a nossa vivência emocional, a nossa atitude e o nosso comportamento acabam por se reger pelas regras simétricas àquelas que seriam mais esperadas, supostas ou aguardadas para reger essas mesmas vivências, atitudes e comportamentos. Se não vejamos: a) podemos verbalizar uma grande insatisfação com o nosso trabalho, mas raramente (ou mesmo nunca) fazemos o que quer que seja para mudarmos... (sim esperamos que um novo e bem aliciante nos caia em cima); b) queixamo-nos da falta de tempo, da falta de vida social, mas grande parte das pessoas aceita todo o trabalho (e mais algum) que lhe seja proposto... depois ainda conseguem queixar-se de o terem aceitado pois não têm tempo para se relacionarem com quem quer que seja... (boa ideia... já que não têm tempo para mais nada a não ser trabalhar porque não assumir essa posição de uma vez por todas?); c) temos muitos amigos, mas raramente os vemos, os procuramos, lhes ligamos, os convidamos para sair ou até mesmo para conversar... (exacto, qualquer ser humano sensato prefere passar a maior parte do tempo com os seus “inimigos”); d) queremos a todo o custo estar em forma, mas o maior exercício diário que conseguimos fazer é carregar compulsivamente nos botões do comando da televisão (há um estudo, embora algo duvidoso, que comprova que quando o ser humano, bem refastelado no sofá, exercita o polegar direito consegue refirmar os músculos do resto do corpo); e) queremos viver histórias (exacto, no plural) de amor eterno, mas de preferência já e rápido... (há pessoas com um coração muito grande... cabe lá muita gente e, como tal, muita história... e todos sabemos que para muitos a eternidade pode durar 6 meses...).
Depreendo assim que relativizamos o que dizemos e, quando falamos ou agimos nem nós somos capazes de nos levar totalmente a sério. As queixas que fazemos são relativas e, sobretudo, relativizáveis... o tempo, esse, já se sabe, é relativo (é a verdadeira teoria que o afirma)... as relações com as pessoas são tão relativas que se curvam com o tempo e desaparecem no espaço... o estar em forma é mesmo muito relativo... já que redondo também é uma forma!... relativamente ao coração... deixo a análise para os cardiologistas... são os únicos que conseguem falar do tema sobre uma perspectiva que apresenta alguma coerência...
 



1 Comments:


At 21 dezembro, 2005 16:37, Blogger teorias

Poie é et... ambos preferimos deixar para os cardiologistas o tema do coração... Assim sendo faço um apelo:
- Anda algum cardiologista por aí? Anda? Não quer deixar aqui um comment de modo e esclarecer a et e a mim próprio sobre os "problemas do coração"? Vá lá... perca a vergonha e comente...