Não tenho a pretensão de escrever o livro... Pessoa é inigualável e eu não arriscaria, de todo, imitar o mestre! Assim para quem gosta do desassossego e, sobretudo do génio de Pessoa recomendo que leiam o original.
O desassossego que aqui pretendo retractar prende-se com o amor (e mais ainda da falta dele) na vida de cada um. O amor tal qual os nossos avós (e o próprio Pessoa) o conheceram morreu. O Amor está morto e muito bem enterrado pela geração de que também faço parte, mas da qual me recuso a associar em todos estes comportamentos fúnebres. O amor de hoje já não é tranquilo e profundo, intenso e sereno... o amor de hoje é... desassossegado... é descartável... um sentimento que dá jeito para se conseguirem outras finalidades... é uma encomenda telefónica de fuga à solidão... é um pacote que se compra colorido e se oferece no dia dos namorados... é um perfume sem essências, apenas com álcool que se volatiza em segundos e desaparece... é desprovido de significado... é um contexto onde cada um presta e pede ao outro um jeitinho emocional para que não se sinta um desassossego maior! Vive-se um amor desassossegado, mas um desassossego insípido... em que a espontaneidade se perde a cada segundo que passa... e o amor desassossegado negoceia-se, discute-se e problematiza-se no casal e cada decisão mutuamente acordada fere de morte a naturalidade do amor verdadeiro em que o outro que amo vem primeiro e não depois de mim! Sim, o amor de hoje é um amor egoísta... é um amor das paixões e não dos sentimentos, porque hoje ninguém ama ninguém, está-se apaixonado por... e, muitas vezes, já nem isso acontece... já ninguém se confessa perdidamente apaixonado... está-se quase apaixonado! E isto faz toda a diferença... porque o quase amor não existe! Ou é ou não é... e na maior parte das vezes não é!
O amor morreu... e hoje vendem-se lembranças dele em rosas que se oferecem...
O desassossego que aqui pretendo retractar prende-se com o amor (e mais ainda da falta dele) na vida de cada um. O amor tal qual os nossos avós (e o próprio Pessoa) o conheceram morreu. O Amor está morto e muito bem enterrado pela geração de que também faço parte, mas da qual me recuso a associar em todos estes comportamentos fúnebres. O amor de hoje já não é tranquilo e profundo, intenso e sereno... o amor de hoje é... desassossegado... é descartável... um sentimento que dá jeito para se conseguirem outras finalidades... é uma encomenda telefónica de fuga à solidão... é um pacote que se compra colorido e se oferece no dia dos namorados... é um perfume sem essências, apenas com álcool que se volatiza em segundos e desaparece... é desprovido de significado... é um contexto onde cada um presta e pede ao outro um jeitinho emocional para que não se sinta um desassossego maior! Vive-se um amor desassossegado, mas um desassossego insípido... em que a espontaneidade se perde a cada segundo que passa... e o amor desassossegado negoceia-se, discute-se e problematiza-se no casal e cada decisão mutuamente acordada fere de morte a naturalidade do amor verdadeiro em que o outro que amo vem primeiro e não depois de mim! Sim, o amor de hoje é um amor egoísta... é um amor das paixões e não dos sentimentos, porque hoje ninguém ama ninguém, está-se apaixonado por... e, muitas vezes, já nem isso acontece... já ninguém se confessa perdidamente apaixonado... está-se quase apaixonado! E isto faz toda a diferença... porque o quase amor não existe! Ou é ou não é... e na maior parte das vezes não é!
O amor morreu... e hoje vendem-se lembranças dele em rosas que se oferecem...

